Greve – Manual de Sobrevivência
Tirem As Dúvidas Aqui
Petição Casamento Gay VS Petição Carreira de Enfermagem.
Reunião 15/12/2009... Carreira de Enfermagem.
Especialidades de Enfermagem à la carte .
Resposta à Revista Sábado
Enf. Fábio
Artigos de Opinião
Ano 2008
Quem Somos
Cuidar deriva do verbo latino “Cogitare”. Entre os vários sentidos que envolve está,a “arte de cogitar”, que em Latim significa “desenvolver um pensamento atento, reflectido e meditativo.”
Posted on February 9th, 2010 in Inem by Vera Carvalho
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses reuniu-se na sexta-feira passada com o INEM, tendo manifestado preocupação com a estabilidade profissional dos enfermeiros e com o futuro de um serviço (SIV) que considera de extrema importância para a população.
O INEM enviou esta segunda-feira para o Ministério da Saúde o pedido oficial de descongelamento de 21 vagas para aberturade concurso para recursos humanos de enfermagem»,segundo a Lusa
O Resultado da Reunião revela-se positivo… Recordo que as Ambulâncias SIVs foram criadas em 2007 com o objectivo de instalar em todo o território nacional 41 ambulâncias tripuladas por um enfermeiro e um técnico.
Em 2009, foi aberto um concurso para recursos humanos de enfermagem, que «foi anulado por não ter candidatos em condições de prover os lugares».«Está prevista a abertura de, pelo menos, um concurso em 2010 para enfermeiros que serão colocados nas SIV que se encontram actualmente em funcionamento»,
O tema volta a ser lançado pelo presidente da secção Norte da Ordem dos Enfermeiros, Germano Couto, que rejeita assim as recentes afirmações do bastonário da Ordem dos Médicos.
A prescrição medicamentosa rege-se por “Conveniências corporativistas e de poder estão por detrás da veemente discordância em relação à possibilidade de os enfermeiros poderem prescrever alguns medicamentos, a exemplo do que já acontece noutros países, como Espanha.
Confrontado com a prescrição por enfermeiros em Espanha, Pedro Nunes afirmara que estes não têm qualificação para tal e, caso o fizessem, seria muito arriscado para a população. Ora, defende Germano Couto, o caso não tem nada a ver com habilitações. “São os enfermeiros, nos serviços onde exercem, quem administra, vigia e monitoriza os efeitos da medicação, avaliam e decidem quando se deve administrar prescrições condicionais e alertam para a necessidade de suspensão de fármacos” potencialmente nefastos.
O dirigente afirma mesmo que “os utentes estariam em maus lençóis se os enfermeiros não prescrevessem em situações de urgência e emergência”. Ou “se não alertassem os médicos de que a medicação prescrita não se adequa, contém erros ou potencia efeitos indesejados”. Garante Germano Couto que, “certamente, a morbilidade seria enorme”.
Alertando para os estudos que demonstram que são os enfermeiros quem mais erros de prescrição detectam, chama a atenção para o facto de já estar contemplada na lei a possibilidade de os enfermeiros-obstetras prescreverem exames. Porém, o Governo ainda não criou instrumentos legais que permitam aos utentes usufruir dos direitos na comparticipação .”
A noticia é avançada hoje pelo Jornal Sol ao fazer o resumo da actualidade politica. No entanto, apesar desta notícia, segundo a qual a Presidência da República está preocupada com as questões da Saúde, designadamente com a conflitualidade social … a Negociação, recordamos que a responsabilidade política deste processo ainda está no MSaúde/Finanças/Governo
Os apoios à greve dos Enfermeiros e à sua Manifestação foram vários, claro que que também há vozes discordantes e convido-os a LEREM e comentarem , cliquem AQUI . Mas façamos uma reflexão, houve apoio politico ao conseguirem que toda a oposição comentasse e interpelasse o governo sobre a injustiça e o facto de os Enfermeiros apenas querem o justo ou seja auferirem o mesmo que as restantes Licenciaturas.
Juntaram-se vozes vários, jornalistas, comentadores ( sendo o mais conhecido o Professor Marcelo – LINK) , hoje juntamos a voz e a escrita de Joaquim Letria, que VALE A PENA LEREM !
Posted on February 5th, 2010 in Enfermagem, Inem by Vera Carvalho
O INEM parece surgir como assunto do dia, hoje os enfermeiros do Suporte Imediato de Vida (SIV) do INEM realizam uma reunião nacional, no Porto, para analisar os seus problemas laborais, enquanto à mesma hora uma delegação sindical será recebida no Ministério da Saúde, em Lisboa.
Depois de os enfermeiros do SIV da Região Centroterem iniciado, em Novembro, uma contestação que se estendeu ao resto do país, exigindo a resolução de vários problemas contratuais e laborais, realizou-se em Lisboa uma reunião da ministra da Saúde, Ana Jorge, com o conselho directivo do INEM e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), da qual resultaram “alguns compromissos”.
Paulo Anacleto advertiu que os enfermeiros SIV “poderão avançar para formas de luta”, não excluindo o recurso à greve, se não forem atendidas as suas reivindicações. Há dois meses, “houve um compromisso da senhora ministra e do conselho directivo do INEM no sentido de publicar o concurso de enfermeiros a decorrer desde Março de 2009“, disse à Lusa um dos organizadores do encontro do Porto.
Em Dezembro ficou estabelecido que “seria aberto um novo concurso para enfermeiros SIVem Janeiro de 2010″. “Outros compromissos assumidos foram a regulamentação do meio ambulância SIV, que tem um enfermeiro, e a resolução da situação contratual dos enfermeiros a exercer funções no Centro de Orientação Doentes Urgentes (CODU)”.
O Sep considera ainda que deveria ser dada continuidade à implementação dos meios de socorro previstos no plano de Reorganização das Urgências ainda em vigor, o que não se verificou”. Na reunião nacional de enfermeiros SIV, no Porto, será ainda discutida, entre outros assuntos, a formação de médicos e enfermeiros para as viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) e helicópteros.
O INEM contratou uma licenciada em teatro, que é sobrinha do vogal do conselho de administração do instituto, Altino Sá de Almeida, para dar apoio à análise do desempenho dos funcionários. Segundo o Correio da Manha ( link- Ler noticia na integra ) apurou, Margarida Sá de Almeida Dias está em regime de vínculo precário e dá apoio na análise do Quadro de Avaliação da Função Pública, na Delegação Regional do Norte do INEM.
Segundo Raquel Leal, directora do Gabinete de Comunicação do INEM, “Margarida Dias foi contratada, como muitas outras pessoas, através de uma empresa de trabalho temporário, a Psicotempos.
A relação jurídica que existe é entre a Psicotempos e o INEM,e não entre o INEMe Margarida Dias.Não existe qualquer ilegalidade no procedimento“. Por seu lado, a Psicotempos explica que a “trabalhadora foi escolhida por ter formação e experiência adequada ao exercício das funções a desempenhar em regime de trabalho temporário“. A empresa nega ter conhecimento “das relações pessoais dos trabalhadores da Psicotempos com elementos das direcções das empresas ou organizações a quem a fornece recursos humanos”.
Esta não é a única contratação polémica do INEM, um organismo público tutelado pelo Ministério da Saúde. Em 2008, o instituto, agora presidido por Abílio Gomes, admitiu uma engenheira florestal para assessora, contratação que causou um profundo mal-estar no interior do INEM.
Antes de mais felicitar todos os colegas que, de alguma forma, participaram nesta enorme onda de revolta da Enfermagem Portuguesa (a maior desde 1976) face às Propostas do MSaúde/Finanças e Governo, em que, como temos vindo a referir, traduziu-seno maior nível de adesão a uma Paralisação/Greve; de 3 dias (há +- 20 anos que não fazíamos mais de 2 dias); e na maior participação de Enfermeiros numa Manifestação (cerca de 20 000). Referir que, dos cerca de 37 000 que exercem no SNS, milhares de colegas tiveram que permanecer nas Instituições a assegurar Serviços/Cuidados Mínimos.
Conscientes do quadro sócio-politico e económico do país; do “drama” que constitui, para nós Enfermeiros, fazer Greve; da dificuldade da tomada de consciência sobre a importância das Acções de Rua como imprescindível meio de pressão; com esforço, empenho, dedicação e muita determinação, os ENFERMEIROS e a ENFERMAGEM, estiveram e estão (como sempre nos momentos cruciais) à altura da NECESSÁRIA RESPOSTA, na defesa do que achamos justo e no combate às inqualificáveis propostas do Governo/Finanças/MSaúde.
Uma nota de reconhecido apreço a todos os colegas que são Dirigentes, Delegados e Activistas do SEP, pelo enorme esforço desenvolvido, quer na prévia informação/esclarecimento/mobilização, quer na organização da Greve e da Manifestação. Apesar de ser sempre possível e desejável melhorar, ISTO SÓ FOI e É POSSÍVEL PORQUE HÁ ORGANIZAÇÃO.
Apelo
Ao longo de todo este processo e com especial enfoque nestes 3 dias, para quem tinha dúvidas, fizemos prova do que somos capazes em termos de resistência, unidade e determinação em lutar. Contudo, sobre o que está em negociação nesta fase, nada está ganho.
O Ministério da Saúde AINDA NÃO MARCOU REUNIÃO, sendo público o seu compromisso em, até sexta, agendar o retomar das negociações.
Os Órgãos de Direcção do SEP vão reunir bem como as duas frentes negociais (CNESE e FENSE)
Apelamos a que todos os colegas se mantenham ATENTOS À INFORMAÇÃO DO SEP, DISPONÍVEIS E MOBILIZADOS.
Alertas
1 - Nestes processos complexos e em especial nos momentos de confronto “mais duros”/cruciais, emerge sempre muita CONTRA-INFORMAÇÃO (é da teoria … comprovada na prática em inúmeros processos): ou o boato que os Sindicatos andam a negociar sem informar; ou que os Sindicatos andam a ceder; ou … ou …
COLEGAS, ESTEJAMOS ATENTOS. Estas práticas, de quem as promove conscientemente, visam no essencial 2 objectivos: MINAR A CONFIANÇA NOS SINDICATOS (introduzindo elementos de desconfiança e descredibilização) e MINAR A UNIDADE DOS ENFERMEIROS.
2 – Também nestes processos emergem sempre os designados “Grupos Radicais”: Aproveitando ainda alguma desinformação, sobre o conteúdo negocial rigoroso, nada é satisfatório ao nível do conteúdo negocial/Tudo é possível ao nível das formas de luta.
COLEGAS, ESTEJAMOS ATENTOS. Estas práticas, de quem as promove conscientemente, visam tornar insustentável qualquer processo negocial.
Sobre o desenvolvimento negocial e a continuidade das Formas de Luta, NÃO HÁ VOLTA A DAR: o Resultado da negociação será, na generalidade (questões legais), para TODOS OS ENFERMEIROS e as Formas de Luta serão aquelas que a GENERALIDADE DOS ENFERMEIROS ESTIVEREM DISPONÍVEIS PARA CONCRETIZAR.
POR ISSO APELAMOS A TODOS OS COLEGAS: PARTICIPEM NOS ESPAÇOS DE DISCUSSÃO (no Serviço ou na Instituição) QUE O SEP PROMOVE.
Deixamos aqui para que seja do Conhecimento de todos :
“Porque o descontentamento profundo dos enfermeiros assumiu esta semana uma expressão e amplitude por todos reconhecida:
- A Ordem dos Enfermeiros entende dever manifestar, de forma inequívoca, o profundo anseio de que a este movimento seja dada a resposta necessária de aproximação de posições por parte do Governo, tornando visível o efectivo reconhecimento do valor social dos cuidados de Enfermagem para a saúde dos cidadãos e para os serviços públicos de saúde.
- Sabemos quanto significa o esforço de todos e de cada um dos milhares de enfermeiros que assumiram com dignidade e responsabilidade três dias de greve. A todos saudamos.
- Estamos convictos que o «bom senso» que a Senhora Ministra da Saúde publicamente referenciou será por ambas as partes tidoem conta na continuação do processo e que conduza a ser encontrado o necessário equilíbrio, tendo por base o reconhecimento da dignidade dos enfermeiros, da complexidade que o desempenho dos cuidados de Enfermagem implica, como reconhecimento que será um importante instrumento de motivação para mais e melhores cuidados.
- Porque sempre assim foi na construção da nossa história, sempre que existe vontade fazemos caminho e esta semana foi mais uma das etapas desse percurso.
- Contudo, temos consciência de que a manifestação deste descontentamento provocou dificuldades a muitos cidadãos. Não queremos deixar de transmitir uma palavra de apreço pela compreensão que muitas pessoas manifestaram ao longo destes dias. Apesar do incómodo causado, estamos certos que esta compreensão resultou do facto de os cidadãos confiarem nos enfermeiros.
Lisboa, 29 de Janeiro de 2010
Enf.ª Maria Augusta Sousa”
Bastonária da Ordem dos Enfermeiros
Passaram 100 dias em que o novo Governo de José Sócrates entrou em funções. E Na Saúde vários foram os casos sendo o mais recente os gastos perante a Gripe A .
O jornalista Jorge Correia faz o balanço destes dias na área da Saúde. Mais uma vez a Greve dos Enfermeiros (que pedem apenas uma carreira de Licenciados, ou seja mais 500 euros igualando deste modo o seu ordenado às restantes Licenciaturas) é acrescentando ainda na análise uma comparação com a carreira médica onde aqui os Sindicatos Médicos exigem um aumento de 1700 euros, sendo que este é um aumento salarial e não uma nova carreira de Licenciados.
A ver vamos se o Orçamento de Estado surge como uma verdadeira restrição ou será que haverá umanova penalização dos Enfermeiros em detrimento de outras carreiras… Para já temos o apoio de vários grupos parlamentares ( B.E. , PCP, PSD ) inclusive do própio Professor Marcelo.
“Os Enfermeiros têm razão e têm uma razão de queixa justa . Têm uma disparidade salarial comparando com outros Licenciados da Função publica. A Começar pelos Médicos que viram o seu problema de carreira resolvido enquanto os Enfermeiros aguardam.”
Maior Manifestação de Enfermeiros de Sempre!+ de 15.000
O queaconteceu nestes 3 dias foi importante para dentro da profissão. Quando TODOS os enfermeiros fazem o que é preciso ser feito, conseguimos impacto. Quando pensamos que as organizações profissionais têm a responsabilidade de fazer a luta por nós,pensamos mal, porque a força das nossas organizações é proporcional ao nosso envolvimento e participação.
Apenas um reparo para os colegas da docência (e desde já afirmo que não se aplica a todos): Existem os enfermeiros e existem as pessoas que trabalham em Enfermagem. Recebemos inúmeros feedbacks de que centenas de alunos não puderam unir-se a nós seus futuros colegas de profissão, nesta luta que é também deles e do seu futuro. Isto deveu-se ao facto que muitas das instituições de ensino superior onde se lecciona a licenciatura e as especialidades de Enfermagem não o permitiu.
Marcando provas de avaliação para o dia da manifestação. Esta atitude, a ser verdade, demonstra falta de solidariedade desses colegas docentes com o grosso dos seus pares de profissão.Ou será que já não se consideram enfermeiros? Além de não existir uma posição formal do ensino da Enfermagem de solidariedade com a luta pela Dignificação da profissão, ainda há estas tristes notícias de indiferença e bloqueio.