
A direcção regional do Porto do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses exigiu esta sexta-feira, dia 12 de Abril a aplicação do “princípio de igualdade salarial” a todos os profissionais em funções em instituições de saúde públicas.
Esta manifestação reuniu centenas de enfermeiros em frente à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte),todos profissionais com contrato individual de trabalho que estão a ser discriminados em termos salariais.
NOTA PESSOAL:
Felicito todos os colegas, desde os que compareceram nesta manifestação em frente à ARS Norte, quer noutras por todo o País. Felicito todos os que fizeram greve, e a todos os colegas não CITs que ficaram na prestação de cuidados permitindo em solidariedade que mais CITs compareçam nestas manifestações.
Envio uma palavra de apreço para aqueles que saíram do turno da noite e não faltaram à luta, apesar da penosidade com que se reveste o nosso trabalho noturno.
Para aqueles que não foram, nada fazem e que muito ESCREVEM NO FACEBOOK, mas que constantemente dizem que o Sindicato ou Ordem NADA fazem , a esses escrevo ACORDEM e ganhem VERGONHA... A liberdade não nos foi dada e nada nos é dado se estivermos sentados no sofá, ou a criticar sem nada fazer.
Aprecio sem dúvida todos aqueles que colocaram esta luta no topo das prioridades pessoais. E na verdade é que quem foi a esta ou outras manifestações abdicou, de entre outras coisas, descanso, sono, lazer,diversão, abdicou de estar com os seus filhos. “Sim, é verdade, fomos porque acreditamos que temos de ir à luta, por uma Enfermagem melhor para todos, por um futuro diferente deste que nos querem traçar”.
Por fim estranho o SILÊNCIO da Ordem dos Enfermeiros, que perante esta luta Nacional, nem uma palavra de solidariedade escreveu no seu site, nem muito menos enviou sms aos Colegas… Estranho por vezes …

Fiquem com um RESUMO da noticia LINK AQUI. A noite tento colocar online os Vídeos desta luta.
“O Ministério da Saúde impôs 1201,48 euros como valor de remuneração mínima no Serviço Nacional de Saúde para as 35 horas semanais” o que significa que “todos os enfermeiros com contrato de trabalho em funções públicas que ganhavam menos que este valor já foram ou têm que estar reposicionados este ano, obrigatoriamente, naquele valor”, disse.
Em suma : “o Governo que impôs este valor na carreira aos enfermeiros é o mesmo que nega essa mesma carreira aos enfermeiros com contrato individual de trabalho”.
“Os hospitais EPE [hospitais-empresa], apesar de serem ‘modalidades’ dos hospitais do sector público administrativo e de fazerem parte integrante da rede pública de hospitais entendem, por intermédio dos seus conselhos de administração, que não têm fundamentação legal para o fazer”, explicou Fátima Monteiro.
O sindicato exige, por isso, que “o Governo assuma, finalmente, um comportamento de seriedade para com todos os enfermeiros e que aplique a carreira que ‘negociou’ e impôs a todos os enfermeiros, independentemente da natureza do vínculo”.
Fátima Monteiro disse ainda à Lusa que a ARS/Norte lhes garantiu esta sexta-feira que irá “analisar a situação do ponto de vista jurídico” e que irá contactar com “as instâncias directamente envolvidas neste processo” para tentar perceber se há alguma ilegalidade.
“Vamos aguardar a resposta da ARS/Norte, mas caso esta situação injusta, discriminatória e ilegal não seja resolvida iremos ponderar outras formas de luta”, acrescentou. Fonte : Jornal : Público
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