
Hoje é o dia da Guerra dos Números e como é certo não haver consenso entre Governo e Sindicatos…
Deixamos o vídeo que ilustra de modo irónico esta realidade(vejam em baixo).
Deixamos os Primeiros Números do SEP desta Greve:
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou hoje que entre 66 a 70 por cento destes profissionais fizeram hoje greve durante o turno da manhã e denunciou situações de coacção sobre os enfermeiros para minimizarem os dados de adesão a este protesto.
“Faltam ainda os dados de alguns, mas poucos, hospitais. Até ao momento podemos avançar com uma adesão [global] de pelo menos 66 a 70 por cento dos enfermeiros”, afirmou à agência Lusa Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros.
O sindicato dos enfermeiros denunciou situações de “coacção” sobre os enfermeiros: “Ameaçaram enfermeiros de que se fizessem greve podiam não ver os contratos renovados. isto aconteceu em todo o país”, adiantou. Outra forma de coacção, acrescentou, foi usarem o modelo de controlo de pontualidade para alterarem os dados de adesão à greve.
“Os enfermeiros deslocam-se na mesma ao local de trabalho, para decidirem quem assume os serviços mínimos. Queriam obrigá-los a picar o ponto, para contar a sua entrada. E no Alentejo até queriam que picassem o ponto ontem [quinta-feira] como se fosse hoje”, afirmou Guadalupe Simões.
Na lista de propostas está o pedido para que o Governo volte a negociar o valor do aumento salarial anual, a negociação da carreira de enfermagem, conclusão do acordo colectivo de trabalho aplicável às EPE, concretização do direito à progressão na carreira e criação e estabilidade de emprego.
Para o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, os objectivos da greve são o aumento do poder de compra e contra a redução dos salários. Espero que apesar de mais este sacrifício pessoal, os Enfermeiros, consigam transmitir o aviso claro para este governo. Aviso este que resulta nossa insatisfação no que se refere ao aumento e à necessidade de negociação da nova carreira.
O SEP quer ainda a concretização do direito à progressão nas carreiras, segundo as novas regras que restringem a possibilidade de progressão e/ou receberem prémios a cinco por cento dos trabalhadores, e a admissão e estabilidade de empregos dos enfermeiros. (fonte : SEP)