Fim das Acumulações na Saúde

Posted on February 29th, 2008 in Emprego,Noticias de Saúde,Saúde by Lifepassenger
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“Luís Filipe Menezes defendeu ontem que os médicos não devem poder acumular o exercício na medicina no sector público e no privado.

“Esta é uma linha de rumo absolutamente assumida, a separação progressiva da medicina pública e da medicina privada, para que se possa evoluir para uma lógica de livre escolha por parte dos utentes”, referiu. (Fonte: Correio Manha)

 Esquecendo-se por completo dos restantes grupos profissionais ( como os Enfermeiros, por exemplo) o Líder do PSD defende que as acumulações devem terminar… Estranho pensei, pois tinha a Noção na parte médica já existiam alguns contratos que previam esta ideia por ele defendida! Chamam-se EXCLUSIVIDADE! O grande problema e certamente Luís Filipe Menezes sabe-o muito bem é que a Exclusividade só funcionou no plano remuneratório, pois muitas vezes estes profissionais acumulavam na mesma no sector privado e apesar do contracto assinado. 

Falando a nível pessoal, até concordo que haja esta necessidade de separar as águas para que os interesses públicos não se confundam com o Privados. Esta necessidade logicamente deverá e terá que ser paga. Isto porque actualmente muitas Clínicas funcionam com Profissionais Experientes e que se formaram ou ganharam Experiência no Sector Publico, a experiência paga-se!

Analisando ainda mais o discurso do Sr. Luís Filipe Menezes, fico algo incomodado com a ideia da “lógica de livre escolha por parte dos utentes”. Afinal não temos SNS, ou então isto será o anunciar de um Fim programado, apesar de a maior parte da população não ter capacidade financeira para pagar no e para o Sector Privado.

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Enfermagem e o Desemprego…

Posted on February 28th, 2008 in Emprego,Enfermagem by Vera Carvalho
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Muitos são os Ecos que se fazem sentir sobre a nossa Profissão. Ouvimos constantemente que existe desemprego! Ora se esta realidade é inegável, sobretudo na nossa região o Porto, então qual o caminho a seguir?

 
Aqui já falamos do  Modelo de Desenvolvimento Profissional este será sem dúvida uma mais valia na defesa da profissão, dos cuidados e da qualidade bem como da quantidade! Mesmo para as Escolas de Enfermagem esta forma de pensar e actuar será uma mais valia, pois a qualidade formativa agora também será regulada pela empregabilidade dos seus alunos!
Estranhamos contudo que a saída de todas estas noticias sobre o excedente de Enfermeiros, saia e sejam dada importância nos Media, numa altura em que se discute a nova Carreira!!!!

Não teremos outros assuntos também dignos de serem noticia! Existem actualmente Enfermeiros a fazerem Horas extras ao seu trabalho normal… isso para mim é noticia, sobretudo após este Cenário de desemprego.

Deixamos a noticia. Para lerem na integra cliquem na imagem  ! Deixem os vossos comentários!

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Luto pela Educação e Saúde

Posted on February 27th, 2008 in Enfermagem,Formação em Saúde,Manifestação Enfermeiros,Vida Real by Vera Carvalho
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Passem já a palavra!!! Estamos de Luto pela Educação e Saúde” .

“Se és Enfermeiro, Professor, Educador ou ou te identificas com a causa defendida por estas classes de trabalhadores:

 
1. Coloca uma bandeira preta na janela da tua casa (pode ser pano de forro preto, leve para voar e sinalizar, ou como este laço), como sinal de solidariedade e de união.”

2. Passa a palavra por msg, sms, jornais locais ou até nacionais e também na blogosfera.

 

Perante o actual calendário de discussão politica sobre as novas carreiras, fica aqui a nossa nota de protesto, perante anos de injustiça e de discriminação Remuneratoria e de Carreira!

Porque muitos são os desafios que os Enfermeiros acreditam poder auxiliar a transpor …

No entanto só se consegue motivar grupos profissionais envolvendo-os na discussão e sobretudo Valorizando-os. Para tal a sua Formação e seus Conhecimentos terão que ser respeitados e estimulados, devendo ser mesmo rentabilizados e para que tal aconteça temos que sair do Paradigma em que Só há investimento Formativo deste profissionais. Esclarecendo e reportando-me à minha classe profissional.

A formação que os Serviços exigem, que o Estado Beneficia e estimula terá que ser paga. Isto é uma simples Lei do Mercado. Se Necessita de profissionais especializados terá que investir na sua Formação e diferencia-los!

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Ministra quer maior comunicação com os Profissionais de Saúde

Posted on February 27th, 2008 in Medicina,Noticias de Saúde,Saúde by Vera Carvalho
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Ao ler o titulo pensei, bem é desta que teremos todos os grupos profissionais envolvidos na discussão dos problemas reais da população e dos profissionais. Puro erro, o discurso mantém-se, bem como o aparente autismo!

“A ministra da Saúde, Ana Jorge, defendeu esta terça-feira que os profissionais de saúde devem envolver-se nas reformas do sector e alertou para a necessidade de reter no Serviço Nacional de Saúde (SNS) “os melhores entre os melhores”.

Isto quer dizer algo numa altura em que se negoceiam as carreiras, não ?

A governante considerou que os médicos são “uma peça fundamental” para o processo de reformas que está ser desenvolvido, nomeadamente na rede hospitalar.”

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O Novo Centro de Saúde

Posted on February 23rd, 2008 in Vida Real by Lifepassenger
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A abertura de um gabinete de cidadão e a criação de um conselho da comunidade nos novos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) foram hoje oficializadas em decreto-lei publicado em Diário da República. Os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) têm por objectivo garantir a prestação de cuidados de saúde primários à população e irão cobrir entre 50 a 200 mil habitantes de uma área.

Deixo a noticia e levanto as questões de que forma estas novas Unidades vão articular com os Hospitais de Referência? Como irão ser mobilizados os Enfermeiros e outros profissionais para que cumpram as finalidades que estas unidades se Propõem? Como irão ser avaliadas e qual o seu Organograma.

Dezoito subregiões de saúde extintasO diploma refere que os centros de saúde  devem funcionar entre as 08h00 e as 20h00 nos dias úteis, podendo este horário ser alargado até às 24h00 nos dias úteis e eventualmente aos fins-de-semana e feriados, consoante as necessidades da população abrangida.

A gestão dos Agrupamentos de Centros de Saúde desenvolve-se através de contratos-programa, enquanto os seus objectivos são definidos através de acordos celebrados entre o director executivo do ACES e o conselho directivo das ARS.”  

( Texto baseado na Fonte : Publico)


Podem comentar…

A criação de um máximo de 74 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) pressupõe a extinção das 18 subregiões de saúde, um nível intermédio entre os centros de saúde e as Administrações Regionais de Saúde (ARS).

Os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) vão integrar:
 *Unidades de Saúde Familiar (USF),
*Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP),
*Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC),
*Unidades de Saúde Pública (USP);
*Unidades de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP).

 “As Unidades de Saúde Pública elaboram planos (USP)
As Unidades de Saúde Pública, que incluem médicos de saúde pública, enfermeiros de saúde pública ou comunitária, técnicos de saúde ambiental e outros profissionais especialistas, funcionam como observatório, competindo-lhe, por exemplo, proceder à vigilância epidemiológica e elaborar informação e planos em áreas da saúde pública.

As Unidades de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP) prestam serv

iços de consultadoria e assistência a outras unidades e organizam ligações aos serviços hospitalares, integrando médicos especialistas, desde que não de medicina geral e familiar e saúde pública, bem como assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, técnicos de saúde oral e outros profissionais que não pertençam a outras unidades.
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E quem trata de Nós, ENFERMEIROS?!

Posted on February 21st, 2008 in Enfermagem,Noticias de Saúde by Lifepassenger
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Chegou-nos ao E-mail esta Petição, que resolvemos assinar e divulgar. Esta situação merece um momento de reflexão sobretudo aos Sindicatos, numa altura em que se debate Vínculos e Carreiras. Porque acreditamos que este tipo de acções pode ter impacto deixamos o texto e o Link para que também possam assinar.

“E QUEM É QUE TRATA DE NÓS, ENFERMEIROS?! “ (cliquem Aqui para assinar) 

Neste momento a administração do CHLO (Centro Hospital de Lisboa Ocidental) que agrupa o Hospital de Santa Cruz, o Hospital Egas Moniz e o Hospital de S. Francisco Xavier, decidiu deixar de pagar as horas de qualidade como tem feito até agora, para passar a pagar segundo a lei do código de trabalho, isto é, em vez de sermos remunerados a 50% e 100% nas noites, fins de semana e feriados, somos apenas pagos a 25% a qualquer noite a partir das 22h até as 07h.

E quando digo deixaram de nos pagar é apenas aos enfermeiros contratados, pois os enfermeiros da função publica continuam a ser pagos a 50% e a 100%. Em termos práticos perdemos cerca de 150€ a 200€ por mês.

Após reuniões com o sindicato o conselho de administração do CHLO decidiu atribuir um subsídio de turno de 71€ de “natureza provisória“. *sem palavras* Produzimos o mesmo, trabalhamos as mesmas horas e recebemos menos? Assim em poucas palavras quis expor lhe mais uma atrocidade!

Esta medida já é aplicada em muitos outros locais. O grave disto, é que para além de promover a desigualdade de direitos entre os contratados e funcionários públicos, vem menosprezar o desgaste que nós enfermeiros estamos sujeitos ao trabalho por turnos, para além das complicações familiares que por vezes acarreta.

Assim não vale a pena trabalhar por turnos. Ninguém reconhece o nosso trabalho e o quão difícil é trabalhar à noite, Sábados, Domingos e feriados. O nosso ritmo circadiano fica todo alterado e nem monetariamente agora é recompensado esse desgaste.

Por favor façam chegar esta informação ao maior numero de enfermeiros possível e juntos vamos tentar lutar contra esta situação!!!!!
Muito obrigada! ” (Fonte : http://www.petitiononline.com/ifchlo/ )

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Violência contra os Profissionais de Saúde

Posted on February 20th, 2008 in Enfermagem,Noticias de Saúde by Vera Carvalho
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Vila Flor: enfermeira de centro de saúde agredida
“Uma enfermeira e uma auxiliar que se encontravam de serviço sozinhas no centro de saúde de Vila Flor foram agredidas e tiveram de fugir das instalações para pedir auxílio à GNR, confirmou o director da unidade de Saúde.

Marcelino Silva contou à Lusa que «o autor das agressões é um indivíduo que já entrou alterado nos serviços» com a companheira, uma mulher que disse estar grávida e que procurava cuidados no Serviço de Atendimento Permanente (SAP) local.

De acordo com o relato feito ao director, a enfermeira e a auxiliar fugiram pelas traseiras do edifício e deslocaram-se em viatura própria ao posto da GNR a pedir ajuda. Quando a patrulha da guarda chegou ao centro de saúde, tanto o alegado agressor como a utente ainda se encontravam no local.

O episódio começou por volta das 02:00 e prolongou-se até as 05:00, segundo o director. A mulher acabou por ser transferida para Bragança, depois de observada no local.

A GNR identificou o indivíduo. A fonte disse, no entanto, que ainda não foi formalizada queixa por parte das lesadas.” (Fonte: Portugal Digital )

Apesar de estatisticamente os profissionais de saúde serem alvo de violência, o discurso político em nada muda. Se acrescentarmos a este dado o facto de estes Profissionais serem, os mais susceptíveis de contraírem doenças profissionais derivadas da sua actividade profissional, teríamos que falar de medidas de apoio monetárias bem como organizacionais.
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USF: Enfermeiros contra desigualdade de incentivos

Posted on February 18th, 2008 in Ordem Enfermeiros by Lifepassenger
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As USFs surgiram como Pilar da nova Reforma dos Cuidados de Saúde. As desigualdades e problemas surgem. Os primeiro ecos para que se corrijam “pormenores” remuneratorios, aparecem tendo como protagonistas os elementos que em baixo refiro.

Ao discriminar a nível remuneratório de forma tão desigual irá sem duvida inquinar o ambiente criado. com os vencimentos dos funcionários, que agora trabalham mais e, na maior parte das vezes, recebem menos. Um novo modelo de funcionamento – o modelo B das USF – permitirá “corrigir estas disfunções”,uma vez que os profissionais ( médicos, enfermeiros, administrativos, etc.) não são ainda contemplados com acréscimo de vencimento adaptado à produtividade.

De facto é necessário que se invistam nos Cuidados de Saúde Primários, mas para que tal aconteça é necessário fornecer/equipa-los com recursos materiais e manter o ambiente criado que se pretendia de união das USFs.

Ecos de Insatisfação.

“Pilar Vicente, da Federação Nacional de Médicos (FNAM), referiu que os incentivos previstos pelo Governo para as USF nunca foram aplicados na prática e continuam a «não ser dados os dinheiros, os meios e o pessoal» tal como legislado, num comentário à proposta de portaria do Ministério da Saúde sobre incentivos às Unidades de Saúde Familiar (USF).

A Ordem dos Enfermeiros (OE)  manifestou, por seu lado, o descontentamento sobre as diferenças de remunerações entre as classes de profissionais e a dependência do pagamento dos incentivos a enfermeiros e administrativos das acções praticadas pelos médicos.

Jacinto Oliveira, um dos vice-presidentes da OE, lembrou que sempre foi defendido o regime de remuneração especial igual para todos os profissionais de saúde.

«A portaria faz depender os incentivos dos enfermeiros dos resultados da equipa multi-profissional e os resultados institucionais dependem fortemente da actividade médica», sublinhou o dirigente, caracterizando o texto como «perfeitamente inaceitável».

«É muito grave se não for alterado. Esta é uma medida que visa motivar, mas nunca se pode premiar um trabalhador fazendo-o depender de outrem», concluiu.” (Fonte Diário Digital)

Podem comentar.
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Enfermeiro Jorge Marques

Posted on February 16th, 2008 in Enfermagem,Inem,Noticias de Saúde by Lifepassenger
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Um herói muito relutante
 
José Ramos Horta foi ferido a tiro esta segunda-feira, na sua residência em Dilí, num ataque em que morreu o major Alfredo Reinado, e menos de uma hora depois, Xanana Gusmão escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia da sua residência para a capital.Um dos primeiros a assiti-li foi o Enfermeiro Jorge Marques.

 

Depois de operado no hospital militar australiano, em Dilí, Ramos Horta foi transferido para o Royal Hospital de Darwin, que segundo refere a agencia Lusa o presidente timorense deverá recuperar plenamente. 

“Apesar do choque causado pela realidade dos campos, não esperava encontrar uma situação muito diferente. “Já tinha alguma informação, de pessoas dos bombeiros que tinham cá estado.” Mas confessa nunca ter esperado algo como aquilo em que esteve envolvido na manhã de 11. “A minha opinião é a de um leigo, mas muito francamente nada me fazia prever que houvesse uma situação destas. Uma coisa com esta violência sobre dois símbolos do Estado não esperava.” Assume “uma certa amargura, algum desalento”. Afinal, como a maioria dos portugueses, Jorge Marques torceu apaixonadamente por Timor durante anos – e durante o decisivo processo de 1999. 

Convidado pelo INEM para participar na missão – não há voluntários nestas situações, mas convites efectuados pela instituição a quem reúne as condições necessárias, e Jorge Marques, fazendo parte da equipa da viatura médica de Portalegre, era um candidato adequado -, aceitou no mesmo dia. “Só não disse logo que sim porque tinha de falar com a minha família”. As saudades da mulher e “das duas crianças muito pequenas” apertam e tão depressa não se vê a largá-las. “Daqui a uns tempos, desde que não seja muito em breve, voltaria com gosto. Mas primeiro tenho de matar as saudades…” (Fonte: D.N.)

Cumpriu a sua missão, estava no local certo à hora certa. Salvou uma vida. No seu retorno deu esta entrevista que muito diginifica o Inem e a sua Profissão.

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Hospital de Gaia Jamé

Posted on February 13th, 2008 in Curiosidades,Medicina,Vida Real by Lifepassenger
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Porque acredito que as criticas servem para melhorar algo, deixo aqui um enxerto sobre a realidade das Urgências de Gaia, sob o ponto de vista de uma Utente. Como trabalho na instituição, não me posso pronunciar publicamente, no entanto o Post requer os vossos comentário e uma Reflexão.  Por favor Leiam o texto até ao Final.
 

Texto Retirado do Blog: Palavras Soltas.  

“Inacreditável…
É esta a descrição mais próxima do que se passou cmg nas Urgências do Hospital de Vila Nova de Gaia. Bem o que se terá passado perguntais vós???

Pois eu tenho todo o gosto em voz explicar de modo a que sempre que precisem de uma urgência não utilizem a de Gaia…

Ora bem, certo dia, (mais especificamente ontem) dirigi-me ás urgência do Hosp
ital de Vila Nova de Gaia, entrei por volta as 23.20 e dez minutos depois já estava deita a triagem, colocando-me uma fita amarela no pulso e tirando-me uma fotografia com uma webcam (que alias nem tinha reparado que ali estava). Até aqui nada de anormal, alias o atendimento ate foi bastante bom.

De seguida encaminham-me para uma sala de esperar especifica para os doentes “amarelos” (pois há uma para os doentes das diferentes cores) e o acompanhante é enviado para outra sala. nada de anormal ate agora, o usual nos hospitais…

Mas quando entrei na sala dos “amarelos” reparei que estava bastante cheia para aquela hora da noite, mas não me incomodei pois pensei que poderiam estar ali para diferentes especialidades…

Aguardei, 30minutos e vi que ninguém era chamado, uma hora passada tb ninguém da sala se mexia, 2h depois tb ng ainda tinha sido chamado…

As pessoas começaram a ficar impacientes, mas continuavam aguardar, 3h depois, às 2.30 da madrugada, chamaram uma senhora, foi ai que percebi (através do meu sentido de cusca apurado através de busca de informações aqui e acola) que aquela senhora estava ali desde as 8h da noite e que tinha sido atendida 6.30 depois… assim como descobrir que tinha perto de 10 pessoas há minha frente

Comecei a desesperar e a perceber que a minha ida há urgência tinha sido infrutífera pois seria obrigada a desistir de tanto esperar…

As pessoas começavam a movimentar-se mais na sala de esperar e já saiam da mesma para os corredores tentavam perceber o que se passava, e ate aguardavam á porta dos médicos que chamassem o seu nome… mas nada… o ambiente estava a ficar muito tenso e as pessoas começavam a descarregar nos seguranças (que pareciam policias obrigando os pacientes a permanecer na sala de espera e não sair para os corredores) nos médicos que passavam, nos enfermeiros e te nos auxiliares, tudo servia para descarregar a impaciência e acalmar os ânimos…

4h depois, 3.30 da madrugada, - finalmente os médicos começam a chamar, graças a muitas desistências, as pessoas foram desaparecendo para os consultórios e encaminhadas para outras áreas, só por isso não desisti de me ir embora, apesar de as dores aumentarem cada x mais (Já agora porque é que no hospital entramos com uma dorzita e depois lá dentro ficamos pior, a dor parece que aumenta e fica insuportável??? já vos aconteceu isso???)

Enfim, 4h e meia depois, 4h da madrugada – depois de tanta espera ouvi o meu nome, parecia mentira…. La entrei para o gabinete do medico e mal o ouvi falar vi que não era português pois não se percebia nada do que ele dizia… fui apanhando uma coisa ou outra que dizia e lá fui respondendo ás perguntas…

Percebi que ia levar uma injeção para as dores e que depois ele me ia receitar qq coisa para levar para casa…

4.15 da madrugada – injeção tomada, saída do gabinete de enfermagem a mancar, e sem me puder alapar… esperei novamente pelo medico… que apareceu logo para variar e deu-me a receia com as indicações da forma de tomar os medicamentos e deu-me alta… Finalmente…. vou par casa aleluia…. Alta dada, só faltava pagar e conduzir ate casa.

Paguei 9,20 euros, o que desde já achei uma roubalheira por causa do enorme tempo de espera, mas enfim la paguei e vim-me embora Sai de lá eram 4.30 da madrugada… acompanhada pela minha mãe e ainda a mancar, para me dirigir ao meu carro (… )

Enfim peguei no carro e guiei ate casa (cheia de medo aquela hora da madrugada não se via vivalma…) , sem perceber muito bem o que se tinha passado na urgência apenas com a certeza que jamais voltaria ali em situações de urgência pois aquilo mais parecia um centro de saúde em pleno dia com pessoas a espera de consulta… Sem duvida que se precisar de alguma urgência irei dirigir-me sem qualquer duvida ao Hospital de S.Joao ou ao Hosital de St António pois neles sempre fui muito bem atendida e principalmente com rapidez e eficiência… 

Portanto meus amigos se estiveram mal de noite ou de dia e precisarem de ir a uma urgência não hesitem Stº. António ou S. João… JAMÉ hospital de Gaia… acreditem em mim que aquilo funciona mal todos os dias não foi somente uma situação esporádica que aconteceu comigo… eu sei do que falo… ” (Fonte do Texto em cima Referido :P alavras Soltas)

Abro agora este espaço para que possam comentar este desabafo de uma utente do S.N.S.

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Inem e Bombeiros a permantente luta????-

Posted on February 11th, 2008 in Inem,Noticias de Saúde by Vera Carvalho
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Quem será o novo Presidente do Inem???

O presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Luís Manuel Cunha Ribeiro, vai ser substituído pela nova Ministra da Saúde Ana Jorge. Até à data de publicação deste post ainda não há informação sobre quem vai ocupar o cargo.

Contactado por jornalistas, Luís Manuel Cunha Ribeiro, nomeado no tempo de Luís Filipe Pereira e que permaneceu no cargo com Correia de Campos, explicou que : “Tinha posto o meu lugar à disposição, por uma questão de ética, porque mudou o ministro da Saúde. E a nova ministra aceitou” (Fonte : J.N)

Esta decisão surge numa altura em que a actuação da Emergência Médica, nomeadamente do INEM, tem sido fortemente criticada. Ora se por uns esta despensa terá consequências negativas, outros porém congratulam-se com esta medida, entre eles a Ordem dos Médicos e Bombeiros!

Poderão ler o texto em baixo.“Política de sequeiro

O erro de Cunha Ribeiro terá sido, para Duarte Caldeira, o de querer construir uma imagem de “auto-suficiência” conferindo ao INEM “exclusividade” no socorro pré-hospitalar. A política era “secar tudo à volta”. O líder dos bombeiros garante ainda que não se trata, aqui, de penalizar o elo mais fraco de uma política governamental. “

Além de que, se saiu o ministro, diz Duarte Caldeira, é “óbvio e normal que saia também o executor das concepções políticas”. (Fonte : J.N)

A questão que as pessoas extra Saúde se colocam é para quê estas guerras. E aqui alinho nas palavras do antigo Presidente do Inem, quando referiu que o importante era que o utente tivesse os melhores cuidados e acessibilidade. Para tal criaram-se as Sivs, reestruturam-se as redes de ambulância… Espero que todo o trabalho desenvolvido como as Sivs, não veja o seu fim prematuro, que só ocorrerá devido a Pressões Politicas e Institucionais … Tal como a demissão do anterior Ministro, aguardamos novas politicas e desenvolvi
mentos.
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