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Jan
31

Enfermeiros excluídos do concurso público nos Açores ???

Existem algumas notícias que nós não acreditávamos se não tivéssemos visto e ouvido…

Resumindo houve um Concurso para a região dos Açores para admissão de Enfermeiros , pelo vários candidatos concorreram, no entanto foram excluídos porque não enviaram as habilitações literárias… ou seja segundo o Júri o Certificado do 12º ano!

Deixamos as perguntas…

  • Será o comprovativo de Licenciatura não chegava?
  • Em que medida o percurso do 12º ano revela as competências como Enfermeiro(a), pois segundo o Júri serve como modo de desempate?

Deixamos a Reportagem.

PS: Obrigado pela preferência e publicidade ao Fórum de Enfermagem, como foi possível ver na reportagem.

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Vera Carvalho

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19 comments

  1. recem-formada says:

    Inacreditavel, e os sindicatos não podem accionar nada contra o juri?

  2. Vera Carvalho says:

    Aqui fica o documento deste concurso para enfermeiros….. Inacreditável!!!!

    http://bepa.azores.gov.pt/avisos/181f7b65-8922-4f81-8f5e-fb06745ae6db.pdf

  3. Zero says:

    Fui um dos enfermeiros em causa e até agora espero atitude da ordem e dos sindicatos, mas bem posso esperar sentado.

    Este concurso foi feito para colocar os colegas das ilhas basta verem quem foi cenite ao concurso. Pela primeira vez leio algo sobre este assunto.

  4. Renato says:

    Colegas penso que seria útil um recurso aos tribunais com ajuda do sindicato. Isto é inacreditável.

  5. San'Iago says:

    uma vergonha!!! mas o que é certo é que há muitas privadas que hoje em dia admitem alunos com médias de frequência do ensino secundário de 9/10!!!
    Também é vergonhoso, porque depois vêm-se os profissionais que são formados…. enquanto há uns bons anos a média para enfermagem situava-se nos 17/18…

  6. Anonymous says:

    Isto é uma vergonha e a prova do proteccionismo das ilhas.

  7. Miguel says:

    É incrivel as coisas que se vêm quando ligam o “complicómetro”. Parabéns aos enfermeiros que denunciaram este caso caricato, e que muitos semelhantes sejam despejados em praça publica

  8. Nisa Gomes says:

    Vi a reportagem e fiquei surpresa como é óbvio! Mas por outro lado, não me surpreende a exclusividade para os que têm 12ºano,…afinal de contas sendo também as “raridades” hoje em dia (sem qualquer tipo de complemento,certo?) trata-se de “mão-de-obra” baratucha! Estas e outras notícias já fazem confusão a toda a gente, enfim… Saudações RB

  9. anonymous says:

    Bem, de facto devemos sim, ficar indignados…Os colegas das ilhas que me desculpem, mas quando se vê pessoal aí a estudar com bolsas que lhes pagam 100% dos custos durante a formação e ainda lhes fazem concursos exclusivos…é demais, não acham….

    Boa sorte para os colegas…vamos conseguir o nosso lugar

  10. Rui Cordeiro says:

    O JÚRI DO REFERIDO CONCURSO DEU ORIGEM A UMA VERGONHA NACIONAL! DEVIAM SER DESPEDIDOS COM ALEGAÇÃO À INCOMPETÊNCIA!
    Nunca vi tamanho descaramento no protecionismo dos indígenas! De facto, os locais já são positivamente discriminados em múltiplas medidas. Algo que só existiu no tempo do feudalismo. Como se poderá compreender, os açoreanos apenas teriam gente com o 12º ano a exercer Enfermagem nas suas ilhas se não viessem, na sua grande maioria, a Portugal continental aprender Enfermagem com quem sabe! Vêm aprender Enfermagem com os cubanos – forma como os locais se referem aos continentais. O problema é que cuba (continente) está a financiar esta e muitas outras das regalias dos indígenas. Passo a referir algumas regalias que tive conhecimento que os habitantes da ilha da Terceira usufruíam há 8 anos quando a visitei. Sabiam que as pessoas em Angra do Heroísmo podiam andar gratuitamente (todo o dia, se quizessem) numa carrinha da Câmara (apelidada carinhosamente pelos locais de ‘a carrinha do Serginho’ – o Presidente da Câmara Municipal na altura); e sabem porquê? Porque os continentais pagam impostos para subsidiarem os açores. Sabem que mais? Quem trabalha nos açores paga menos IRS que quem trabalha no continente. Sabiam que na Terceira o gasóleo era muito mais barato que no continente? Não! Eles não têm petróleo na costa… Eles lá só têm gasóleo agricola, isento de impostos. Pena tenho eu dos desgraçados do interior continental que têm que pagar o transporte aos filhos para se deslocarem a 30 km para terem acesso à escola. Pena tenho eu dos desgraçados dos continentais por terem que pagar as suas consultas de estomatologia no privado! Eles lá (e muito bem) têm a estomatologia no Centro de Saúde, financiada pelo continente. As leis aprovadas na Assembleia da República são aplicadas a todo o território português – em teoria… Sabiam que algumas leis da República Portuguesa não são reconhecidas e aplicadas nos açores? E porquê? Por uma sinples finta do Parlamento Regional: as leis da República têm que ser aprovadas (uma segunda vez) pelo Parlamento Regional. Algumas leis são cirurgicamente esquecidas para não serem aplicadas nos açores. Há ali uma república mais importante… Por mim dava-lhes a INDEPENDÊNCIA! Que se governassem sozinhos! Isso eles não querem! Tal como um filho egoísta e exigente, os açoreanos apenas querem que lhes enviem subsídios. Sabem do que me lembro de ouvir (exageradamente) muitas vezes na rádio da Terceira nas 2 semanas que lá estive em 2000? Debates e mais debates dos (importantes) políticos locais a reivindicarem mais subsídios do governo da República Portuguesa (entenda-se, dos continentais). Já tenho vergonha de ser português em algumas ocasiões pelos políticos que temos, pelos empresários que temos e pelas (algumas) lideranças em Enfermagem que temos.

  11. Rui Cordeiro says:

    O JÚRI DO REFERIDO CONCURSO DEU ORIGEM A UMA VERGONHA NACIONAL! DEVIAM SER DESPEDIDOS COM ALEGAÇÃO À INCOMPETÊNCIA!
    Nunca vi tamanho descaramento no protecionismo dos indígenas! De facto, os locais já são positivamente discriminados em múltiplas medidas. Algo que só existiu no tempo do feudalismo. Como se poderá compreender, os açoreanos apenas teriam gente com o 12º ano a exercer Enfermagem nas suas ilhas se não viessem, na sua grande maioria, a Portugal continental aprender Enfermagem com quem sabe! Vêm aprender Enfermagem com os cubanos – forma como os locais se referem aos continentais. Quase de certeza que os elementos do júri também aprenderam Enfermagem em cuba… O problema é que cuba (o continente no pensamento de um indígena) está a financiar esta e muitas outras das regalias dos indígenas. Passo a referir algumas regalias que tive conhecimento que os habitantes da ilha da Terceira usufruíam há 8 anos quando a visitei. Sabiam que as pessoas em Angra do Heroísmo podiam andar gratuitamente (todo o dia, se quizessem) numa carrinha da Câmara (apelidada carinhosamente pelos locais de ‘a carrinha do Serginho’ – o Presidente da Câmara Municipal na altura); e sabem porquê? Porque os continentais pagam impostos para subsidiarem os açores. Sabem que mais? Quem trabalha nos açores paga menos IRS que quem trabalha no continente. Sabiam que na Terceira o gasóleo era muito mais barato que no continente? Não! Eles não têm petróleo na costa… Eles lá só têm gasóleo agricola, isento de impostos. Pena tenho eu dos desgraçados do interior continental que têm que pagar o transporte aos filhos para se deslocarem a 30 km para terem acesso à escola. Pena tenho eu dos desgraçados dos continentais por terem que pagar as suas consultas de estomatologia no privado! Eles lá (e muito bem) têm a estomatologia no Centro de Saúde, financiada pelo continente. Sabiam que um proprietário de uma qualquer casa de Angra do Heroísmo se quizer pintar o exterior da sua casa apenas precisa de pedir as tintas ao Presidente da Junta? Dadas de graça! Qualidade de vida, não é? As leis aprovadas na Assembleia da República são aplicadas a todo o território português – em teoria… Sabiam que algumas leis da República Portuguesa não são reconhecidas e aplicadas nos açores? E porquê? Por uma sinples finta do Parlamento Regional: as leis da República têm que ser aprovadas (uma segunda vez) pelo Parlamento Regional. Algumas leis são cirurgicamente esquecidas para não serem aplicadas nos açores. Há ali uma república mais importante… Por mim dava-lhes a INDEPENDÊNCIA! Que se governassem sozinhos! Isso eles não querem! Tal como um filho egoísta e exigente, os açoreanos apenas querem que lhes enviem subsídios. Sabem do que me lembro de ouvir (exageradamente) muitas vezes na rádio da Terceira nas 2 semanas que lá estive em 2000? Debates e mais debates dos (importantes) políticos locais a reivindicarem mais subsídios do governo da República Portuguesa (entenda-se, dos continentais). Já tenho vergonha de ser português em algumas ocasiões pelos políticos que temos, pelos empresários que temos e pelas (algumas) lideranças em Enfermagem que temos. ESSE JÚRI DEVIA SER EXEMPLARMENTE PUNIDO POR MANIFESTA INCOMPETÊNCIA OU MÁ FÉ! QUE VERGONHA!!! Afinal… fiquei confuso! Ter o 12º ano era CRITÉRIO DE DESEMPATE ou era CRITÉRIO DE EXCLUSÃO? IMCOMPETENTES!

  12. Rui Cordeiro says:

    Já agora, senhores Enfermeiros, insulares ou continentais, portugueses ou estrangeiros, existe uma comunidade online de Enfermeiros em crescimento em http://www.valorizarenfermagem.ning.com. Não pagam nada, mas só são membros os convidados (que comprovem ser Enfermeiros) e não precisam apresentar o certificado comprovativo do 12º ano, está garantido!

  13. Gonçalo says:

    Termina hoje o prazo do concurso para os HUC em Coimbra e os ex-alunos da Escola Ângelo da Fonseca, por sinal a escola mais próxima do referido hospital e com maior número de alunos em estágio na respectiva isntituição, tiveram dificuldades em colocar a nota de estágio de integração à vida profissional no formulário de candidatura. Tudo isto porque o Hospital exigia nota apenas do estágio (prática) e a escola colocava no curriculo escolar apenas a média da nota do estágio com o seminário (teoria), sem discriminar a nota do estágio. Sendo assim, nada provaria no curriculo escolar a nossa nota de estágio prático. Enfim, julgo que se entenderam, mas vida de enfermeiro não é fácil…

    Um abraço e cuidem-se :)

  14. Anonymous says:

    Uma boa noite a todos!
    Oh Sr Rui Cordeiro, pela sua forma de falar até parece que por cá, nos Açores, não se trabalha nem se pagam impostos também!! Pois é, o pessoal vem do continente passar 2 ou 3 dias e tem a mania que sabe tudo! Gasóleo agrícola?! Você não sabe o que diz!! Além de que os vossos jovens vêm para cá estudar, sim porque temos uma das melhores escolas de enfermagem do país, e acabam por ficar por cá… serão eles também indígenas açorianos?!?! Pela sua forma de falar,sim!!
    Digo-lhe mais ainda, quantos e quantos “cubanos”, como você diz, não fazem os 3 anos do secundário nos Açores para usufruir do contingente Açores!! Quantos e quantos de vocês não vêm para cá fazer o programa Estagiar L que deveria ser apenas para os jovens da região?! Talvez se fossemos independentes estaríamos muito melhor, como na Madeira!! Eu sou açoriana licenciada e infelizmente só consegui emprego ao fim de 1 ano numa empresa privada, porque a função pública açoriana está preenchida pelos cubanos que por cá ficam a ocupar o lugar que deveria ser dos indígenas, como você mesmo disse!
    Desculpem-me os que não têm culpa, mas por uns pagam os outros… pois eu mesmo sendo açoriana também já foi excluída de concursos públicos, que segundo você,sr Rui, reflectem o proteccionismo dos indígenas, para lá colocarem os “cubanos”, como você referiu!! pode explicar porquê Sr Rui?!

  15. Cláudia says:

    Uma boa noite a todos!
    Oh Sr Rui Cordeiro, pela sua forma de falar até parece que por cá, nos Açores, não se trabalha nem se pagam impostos também!! Pois é, o pessoal vem do continente passar 2 ou 3 dias e tem a mania que sabe tudo! Gasóleo agrícola?! Você não sabe o que diz!! Além de que os vossos jovens vêm para cá estudar, sim porque temos uma das melhores escolas de enfermagem do país, e acabam por ficar por cá… serão eles também indígenas açorianos?!?! Pela sua forma de falar,sim!!
    Digo-lhe mais ainda, quantos e quantos “cubanos”, como você diz, não fazem os 3 anos do secundário nos Açores para usufruir do contingente Açores!! Quantos e quantos de vocês não vêm para cá fazer o programa Estagiar L que deveria ser apenas para os jovens da região?! Talvez se fossemos independentes estaríamos muito melhor, como na Madeira!! Eu sou açoriana licenciada e infelizmente só consegui emprego ao fim de 1 ano numa empresa privada, porque a função pública açoriana está preenchida pelos cubanos que por cá ficam a ocupar o lugar que deveria ser dos indígenas, como você mesmo disse!
    Desculpem-me os que não têm culpa, mas por uns pagam os outros… pois eu mesmo sendo açoriana também já foi excluída de concursos públicos, que segundo você,sr Rui, reflectem o proteccionismo dos indígenas, para lá colocarem os “cubanos”, como você referiu!! pode explicar porquê Sr Rui?!

  16. Rui Cordeiro says:

    Confesso, Cláudia, que não tenho dados para poder saber por que razão não entrou… será que o número de Enfermeiros candidatos açoreanos excedia o número de vagas? Não sei… mas, Cláudia, não se sinta ofendida pelo que escrevi… procure, antes, saber como poderemos tornar este mundo um pouco mais justo… Compreendo o seu interesse em conseguir colocação no nas ilhas, perto de casa… Mas conheço Enfermeiros que estão a 2000 km de casa a trabalhar porque não tiveram colocação ‘em casa’. Penso que as chefias do concurso são o meu alvo. Evidentemente que foram fortes as palavras que utilizei. Esclareça-me uma dúvida: pode dizer-me qual é o preço praticado em 2 ou 3 ilhas dos Açores na venda de 1 litro de gasóleo? Posso dizer que consultei o site http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/entidades/pgra/livres/Comparação%20entre%20os%20Preços%20dos%20Combustíveis%20nos%20Açores%20e%20no%20Continente.htm (pode fazer copy+past para a barra de endereços do seu navegador da internet) e continuo a pensar que tenho razão. Em relação ao fuel, combustível usado pelos aviões, compreendo que tenham uma redução de 44,7% em relação ao preço pago no continente. Isso permite depois que a população usufrua de viagens mais baratas para poderem sair das ilhas e não se sentirem tão claustrofóbicos. Já para os restantes preços, não encontro explicação. Os Açores excedem as quotas de produção de leite (pois claro) porque têm combustíveis mais baratos, entre outras regalias. As reduções do preço do combustível para a agricultura e pescas, em relação ao continente, anda na ordem dos 24%/25%. A gasolina é 16% mais barata e o gasóleo rodoviário é 13% mais barato. Destaco que o documento a que me refiro compara preços praticados nos Açores com os do continente e está no site do governo dos Açores. Não fui eu que o produzi. E ainda, estes são os preços praticados hoje, porque em 2000 a diferença era bem maior. Sei do que falo, Cláudia. Lamento desiludir-te, mas posso ajudar a informar-te. Mas deixemos os combustíveis… O que me espanta é que as populações pobres e sem recursos de muitas zonas do Alentejo, de Trás-os-Montes (…) se mantenham tão acomodadas e vamos às páginas do Governo regional dos Açores (http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/principal/?area=c&lang=pt) e apenas encontramos notícias de subsídios e mais subsídios. Exemplo disso são as atribuições de casas (http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/entidades/srtss-drh/destaques/Destaque+Famílias+com+Futuro+Candidaturas.htm?lang=pt&area=c). Em 2000, na ilha da Terceira, conheci pessoas que tinham uma casa (de ‘férias’) na zona sul da ilha e outra casa na vila ou cidade. Questiono-me se as compraram as 2 com o resultado do seu trabalho ou se tiveram algum tipo de ajuda. Na altura, quem tivesse uma casa a precisar de ser pintada, bastaria ir ter com a Câmara Municipal e recebia a tinta de graça para pintar a casa. Sei do que falo, Cláudia. Cumprimentos.

  17. Joana says:

    Sr. Rui Cordeiro, a si dirijo meus cumprimentos. Acabei precisamente hoje o meu ensino clínico de consolidação de competências em enfermagem, dando por findo a minha licenciatura. Sou Terceirense… custa-me ser apelidada de indígena. E custa-me ver vós, “cubanos” a estarem cá caídos na nossa tribo sem tudo oq ue é festa nesta ilha! Passam por cá e abancam, arranjam emprego, criam família. Meu pai é cubano, e assim o fez. Sabe que aqui, por exemplo, as mulheres da ilha Graciosa têm que vir parir à Terciera? sabe quantos bebés já nasceram a bordo em plena evacuação? ou mesmo em pleno alto mar e semi-rígidos? Lembro-me que logo no primeiro ano do curso me ensinaram que para prestar cuidados é preciso conhecer a cultura da comunidade onde nos enserimos como profissionais… pois bem, considero que para opinar sobre uma comunidade também é necessário conhecê-la! fala das casas de férias! sabe como costumavam ser feitas? de ajudas! e as ajudas são os amigos que se juntavam aos fins de semanas e serões para fazer esas casas. em troca de quê? de um jantar! eram casas feitas aos pucos, chegavam a demorar mais de 2 anos a ficar concluídas. este povo sempre dignificou a inter-ajuda e o valor de dar sem esperar receber!
    e so uma curiosidade… de60 alunos da minha turma, menos de 50% são de cá! sim, há muitos cubanos e dizem que cá querem ficar! realmente, como dizia a sra. Cláudia, quem cá vem 2 ou 3 dias não conhece esta terra! há cultura que nos corre nas veias e ser açoriano é um orgulho, é um modo de vida!

  18. Rui Cordeiro says:

    Cara Joana, retribuo os meus cumprimentos mas, para si respeitosos e amigos. Não se sinta ofendida com a palavra indígena refere-se, de acordo com a definição existente na Diciopédia da Porto Editora (a editora bem conceituada pelo trabalho competente que produz), dizia, indígena significa “o que é natural do lugar ou país que habita”. Não pretendi, como vê, ofender ninguém com má educação. Talvez lhe atribua outro significado… Mas a diferença está entre o sentido denotativo que utilizei e o eventual sentido conotativo que compreendeu…
    Mas gostaria de lhe dizer que ninguém veio, até hoje, desmentir nenhuma das afirmações que produzi e das quais voltaria a subscrever hoje. Acho muito bem que exista livre circulação de cidadãos e que estes tenham liberdade de optar por viver, trabalhar, estudar ou passar férias onde muito bem entenderem. Acabo por me questionar se o facto da sua intervenção se deve a querer um lugar garantido na sua ilha…
    O que acho mal (e diga-me se não está de acordo e porquê) é haver um tratamento diferenciado para cidadãos que deviam merecer exactamente o mesmo tratamento. Podia falar-lhe dos casos que conheço de insulares que vivem, trabalham, estudam ou fazem férias no continente, tal como me falou da realidade que conhece. Parece-me irrelevante… O que me parece relevante dizer é que os cidadãos do interior alentejano, de trás-os-montes ou de qualquer outra parcela territorial continental cuja pobreza é atestada pelas estatísticas do INE não têm a diferenciação positiva que os insulares (para não chamar indígenas) açoreanos têm no IRS, no IVA, no preço dos combustíveis, nos descontos que em tempos tiveram na compra de viagens da TAP (sabe dizer se ainda têm esse benefício?), no proteccionismo ao emprego, no uso e abuso do Rendimento Social de Inserção, e em tantos outros domínios. Joana, precisa estudar melhor a matéria para depois podermos conversar utilizando o mesmo contexto conceptual.
    Até uma próxima e um beijo amigo e sereno.

  19. Ana Falcão says:

    Caro Rui Cordeiro, de facto sou obrigada a concordar consigo, quando fala de “beneficios e custos menores” em determinados produtos e serviços, mas gostaria de o convidar a viver por estas zonas, mas não é ficar cá por 1 ou 2 semanas, é realmente ficar no minimo por 1 ano, e ver o nível de vida que existe cá, e o quanto a insularidade lhe vai pesar no bolso. E caro colega, olhe que eu não sou “indigena”, mas sim “cubana”!! O que você acha que os Açoreanos “poupam” em alguns desses bens e serviços, gastam-nos em tantos outros essenciais e na maioria das vezes em dobro!É de muito mau gosto, falar-se daqui que não se conhece!!E realmente só lhe fica mal!!Não se esqueça que aí, em “cuba”, você tem acesso ao que quer e o que não quer, e de uma forma fácil!! Sabe a quantidade de pessoas que para terem direitos a determinados tramentos, cirurgias urgentes e até exames complementares de diagnóstico, tem que se dirigir a “cuba”? e que dessa deslocação ainda tem que pagar parte do seu bolso, ao contrario de nós humildes continentais? SOu da opinião que o colega deveria ter mais atenção aos comentários e não falar sem conhecimento de causa! Sei que estava indignado pelo sucedido, e disso eu não lhe tiro a razão, mas este não foi a melhor forma de expressar o seu descontentamento, muito menos ao atacar o povo Açoreano.

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