Quem fala assim não merece censura e a nossa bastonária da Ordem dos Enfermeiros acusa as instituições de ensino de enfermagem Bleach: The DiamondDust Rebellion de “inadmissível intromissão” no processo de discussão do modelo de acesso à profissão, que deverá ser votado no Parlamento na próxima semana.

“É um abuso, quando há pressões e ruído naquilo que deveria ser a decisão dos deputados para se garantir que a alteração aos estatutos da Ordem permita criar os instrumentos necessários para melhorar a segurança dos cuidados de saúde. Apelamos aos deputados para que não se deixem influenciar por situações descabidas“.
Em causa estão as críticas feitas na semana passada pelas EScolas de enfermagem e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) à alteração do estatuto [da OE] que abrange o “modelo de desenvolvimento profissional”,
que regula o acesso ao exercício da profissão.
A Ordem, que atribui os títulos profissionais, quer que, uma vez finalizado o curso, o aluno seja sujeito a um período de exercício profissional tutelado, antes de aceder à profissão, o que as escolas qualificam de “estágio suplementar” que vem duplicar aquele que já está previsto. 
“Uma coisa é dominar um curso, de onde se trazem os conhecimentos, outra é a experiência e aprendizagem em contexto de trabalho. Os alunos não tomam decisões profissionais porque nem sequer podem responder por elas”, contraria a bastonária, que acusa as instituições de ensino de “inadmissível intromissão directa” num assunto de regulação profissional.
“É garantir que jovens profissionais que terminam a sua formação académica se inscrevam na Ordem e possam ter um tempo de prática profissional devidamente acompanhada”, sublinha.
A alteração está em apreciação em comissão e deverá ser votada dia 23 de Julho, pouco antes da Assembleia “ir de férias”.
A b Thank You for Smoking astonária afirma mesmo que pode haver “interesses corporativos e particulares das instituições de ensino subjacentes” às críticas.
Caso a aprovação não aconteça, a Ordem garante que irá “responsabilizar junto da opinião pública” os responsáveis. (Fonte : Expresso )
Acrescento que não será só a Ordem a responsabilizar esta leviandade por parte de algumas Escolas de Enfermagem Coraline movie , mas sim todos os Enfermeiros que consideram que este tipo de exercicio tutelado é a única forma de regular o acesso e qualidade à Profissão.
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26 comments
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Mariana F. says:
July 20, 2009 at 01:50 (UTC 1 )
Ex.ma Senhora Bastonária, queria eu que falasse assim à muito mais tempo .
Quando se dá muito poder às Escolas e se quer tirar o poder a favor dos Enfermeiros que acham que já se forma muito e muito mal, estas reagem!
E agora? Quando quiser apoio para falar e dizer o que disse conte com os Enfermeiros.
Anonymous says:
July 20, 2009 at 07:56 (UTC 1 )
Teve audácia paara não dizer outra coisa. Falta é melhor timing após tanta “falta de enfermeiros ”
anonimo says:
July 20, 2009 at 10:21 (UTC 1 )
Até que enfim diz qualquer coisa de jeito.È claro que os srs professores das escolas não querem que se lhes acabe a mama de sacar dinheiro aos enfermeiros e para assim verem justificados os 125 profs que por exemplo estão numa esola publica que para justificarem o seu tão elevado nº (compare-se com qualquer outra faculdade do país) tudo fazem para se manter mesmo que para isso tenham que por em causa todo um futuro da classe. Que tenham vergonha e vão trabalhar.
Zeus says:
July 20, 2009 at 11:55 (UTC 1 )
Apesar de na sua essência concordar com o MDP, existem alguns pontos que são necessários esclarecer antes de fazer qualquer comentário.
*Como é que se vai desenrolar o exercício profissional tutelado?
*Quem vai tutelar?
*Quem assume a responsabilidade?
*Vai ser remunerado?
*Tem numerus clausulus?
Esta última questão é muito pertinente e pode condicionar o futuro de muitos candidatos a enfermeiros que após a obtenção de uma licenciatura em enfermagem, podem nunca vir a exercer a profissão por não conseguirem uma vaga para o EPT.
Se esta é uma forma de condicionar o número de enfermeiros, então está errada, na medida em que se deve condicionar o acesso ao curso e não o acesso à profissão (após conclusão do mesmo, com €€ investido em propinas, tempo e esforço individuais).
Outras questões similares se colocam em relação ao 2º ciclo, as especialidades.
*Quem se pode candidatar?
*Em que moldes se vai desenvolver?
*Quem vai tutelar?
*número de vagas?
*como vai ser feita a certificação de competências e por quem?
Desde que exerço a profissão (e já lá vão 12 anos) que sempre defendi que as especialidades (ou especializações, como quiserem), deveriam ser feitas em contexto de trabalho (no serviço e em tempo de serviço), à semelhança de todas as outras profissões, mas neste caso, ainda existem muitas dúvidas por esclarecer.
Se acaso, algum colega mais informado, souber as respostas a estas questões, por favor partilhe. Fico agradecido.
joao fonseca says:
July 20, 2009 at 14:18 (UTC 1 )
Pena pela incompetencia da bastonária … já fez o complemento de formação???
A guerra não é contra as escolas, a guerra é pelos tachos, quem vão ser os tutores? Como vão ser selecionados? Como fazer se isto não for aprovado, se a carreira do SEP foi feita com base nisto? Quem responde a isto?
Ronaldo says:
July 20, 2009 at 15:26 (UTC 1 )
Finalmente, abre as goelas para afirmar-se! As escolas privadas certamente que não vão gostar deste MDP, mas ainda bem! Chega destes vendilhões de enfermagem!
Anonymous says:
July 20, 2009 at 16:07 (UTC 1 )
Esta posição coloca a descoberto quais são as reais preocupações dos Professores e Escolas de Enfermagem em relação à profissão: exploram-na de uma forma desabrida para dela obterem o alimento que lhes permite subsistir numa espécie de “resort” afastado da Enfermagem. Estes indivíduos, personificados na figura das Escolas de Enfermagem, na sua maioria, nunca se preocuparam muito com os Enfermeiros, os seus interesses ou os seus problemas: apenas vêm neles uma fonte de rendimento que não interessa esgotar.
Por isso basta! Se o MDP não passar, a atitude a tomar enquanto classe seria boicotar os “produtos” que as escolas de Enfermagem nos vendem, deixando de os “subscrever”: pós-graduações, especialidades, etc! A subsistir apenas com os cursos base muitas escolas teriam de fechar portas ou no mínimo reequacionar o seu quadro de docentes, com vista a um emagrecimento do mesmo. Forma eles que em parte provocaram o sesemprego na Enfermagem, talvez é chegada a hora de provarem do seu próprio remédio!
Anonymous says:
July 20, 2009 at 19:46 (UTC 1 )
A culpa não quer morrer solteira.
Estes vendilhoes da enfermagem, que não querem ser enfermeiros, se tivessem vergonha e juizo, é que brilhavam.
Se o modelo não for aprovado, vai pegar fogo, vai, vai.
Rogerio G says:
July 20, 2009 at 21:41 (UTC 1 )
Meu caro Zeus:
Parabéns pelas dúvidas, que realmente foram questões importantes neste processo de construção da Regulação da Enfermagem.
A questão principal é que tem que ser a Ordem a Entidade reguladora e não as Outras que têm sido “desreguladoras”.
Quanto às dúvidas parte já está respondida na preparação e discussão com o MSaúde:
Vai ser remunerado, não tem numerus clausus, quem vai tutelar serão enfermeiros das instituições e a responsabilidade será de um gabinete próprio, externo à Ordem.
Quanto ao resto estará ainda em construção e tem-se apelado à participação dos colegas nas Conferências de Regulação. Por favor participem, que juntos contruiremos melhor.
josé says:
July 20, 2009 at 22:26 (UTC 1 )
A democracia é mesmo uma coisa chata quando não concordam connosco…
Ferreira says:
July 20, 2009 at 22:58 (UTC 1 )
É mesmo como a imagem diz quando se têm medo da sua sobrevivência esquece-se que se é Enfermeiro e opta-se por ser Professor.
Mas que anormalidade.
Pelo que sei e foram os Sindicatos também a defender isso a negociação da carreira assenta no Modelo, o que ainda torna mais grave se este não for aprovado.
Mas afinal o que é que estes (alguns ) Professores andam a fazer? E ainda por cima enganam os alunos que nada sabem.
Será que eles sabem que o período tutelado é pago? Claro que não estes senhores professores nada dizem em vez disso lançam asneiras para o ar.
Desculpem a franqueza, mas incomoda. Ainda por cima sei que quando voces foram ao Parlamento muitos dos deputados achavam que a Ordem tinha aprovado isto às três pancadas … Quando se quer movem-se influências e as escolas mexeram-se.
Espero que todos nós enquanto Enfermeiros saibamos dar a resposta adequada a estes Senhores Professores. Pelo menos a alguns que nem todos estão no mesmo saco.
Abraço Sérgio
Ferreira says:
July 20, 2009 at 23:00 (UTC 1 )
PS: Espero que a Vera esteja a melhor, agora que voltou à Vida e aos Partos está em casa segundo soube .
Nunca deveria ter saído, mas o “bom filho à casa retorna” .
Beijinhos Vera
Anonymous says:
July 20, 2009 at 23:49 (UTC 1 )
Nem mais senhora Bastonária se falasse assim todos os dias tinha mais votos .
Vera Carvalho says:
July 20, 2009 at 23:55 (UTC 1 )
Obrigado caro Ferreira, de facto sabe bem voltar aos Partos e à Vida conforme refere.
Ser Enfermeira Parteira, voltar à minha “casa” CH.VNGaia é de facto um privilégio, por tudo. Mas a aprendizagem continua e ainda terei muito a aprender com as Enfermeiras mais experientes , sem dúvida .
Quanto à notícia, em si espero que esta chamada de atenção seja apenas um alerta e que dia 23 de Julho o MDP seja aprovado, pois esse foi o desejo expresso dos Enfermeiros.
Anonymous says:
July 21, 2009 at 00:13 (UTC 1 )
Nem mais boicote às especialidades e pos graduações se o MDP não for aprovado.
Anonymous says:
July 21, 2009 at 00:52 (UTC 1 )
Dia 23 de Julho deviam de estar Enfermeiros no Parlamento para fazerem pressão
Zeus says:
July 21, 2009 at 11:47 (UTC 1 )
@Rogério C.
Antes de mais obrigado pelo esclarecimento, mas ainda ficam algumas dúvidas.
No caso do EPT, sendo que é remunerado, e que a responsabilidade é assumida pelo dito gabinete, como é garantido que esses colegas não possam ser utilizados como substitutos temporários dos profissionais, por parte das instituições? E não havendo numerus clausulus, não estarão sujeitos às “vagas” que cada serviço dispõe, ou o candidato pode optar pelo local de EPT livremente?
Em relação ao 2º ciclo, já existe alguma informação mais concreta?
Vai ser possível criar especialidades, para além das que já estão preconizadas de base?
Quem pode ser candidato e como se pode candidatar?
Concretamente em relação ao 2º ciclo peço-lhe toda a informação disponível, por ter interesse pessoal.
Desde já obrigado.
Lifepassenger (Sérgio Sousa) says:
July 21, 2009 at 20:13 (UTC 1 )
Caro Zeus essa última pergunta é de todo válida e confesso que eu mesmo a fiz.
Mais coloquei essa mesma questão (como é garantido que esses colegas não possam ser utilizados como substitutos temporários dos profissionais, por parte das instituições?) aos Sindicatos em sede própria e alertei para que na actual negociação da carreira este facto fosse salvaguardado.
Penso que terá sido !
Quanto aos números clausulus, penso que óbviamente terão que haver e isso será e deverá ser um ponto que a Ordem deverá pressionar.
Isto deve-se ao facto de serem muito poucos os serviços certificados e muito menos os que reúnem condições humanas para tal .
Pelo menos é este o principal argumento de outras Ordens e a meu ver com toda a razão.
Acrescido a este facto acontece a realidade que com o cenário de desregulação da qualidade e quantidade os alunos poderem ter 9 meses em que podem ganhar compet~encias com auxilio de um Enfermeiro “Expert” parece-me uma mais valia
A selecção dos Enfermeiros tutores deverá sim merecer um critério rigoroso!.
Por im todos concordam que terá que haver uma forma de certificar que quem é Enfermeiro reune as condições todas. E t~em que haver uma forma de regular o acesso à profissão que certamente não pode passar pela mão das escolas, como todos os Enfermeiros actuais podem comprovar, pois estes desregularam o mercado e a qualidade do SER Enfermeiro!
Anonymous says:
July 21, 2009 at 22:13 (UTC 1 )
A quantidade industrial que as escolas debitam têm que ser travada. E quem está na prática sente isso será que os professores não ?
Oficinas RANHA says:
July 22, 2009 at 01:24 (UTC 1 )
Eu estou convencida que os enfermeiros profissionais tb o sentirão, mas não é deles a decisão do nº de vagas por curso. Essa regulação é da responsabilidade do estado.
…
Eu tenho as mesmas dúvidas do Zeus. Sinto que neste momento haverá ainda muitas respostas para receber.
Ana Cristina
Anonymous says:
July 22, 2009 at 10:13 (UTC 1 )
Quando os senhores das escolas estiverem doentes e precisarem de cuidados de enfermagem talvez percebam que a formação que andam a ministrar está doente!
As escolas estão podres e a classe dos velhos enfermeiros (os professores) e dos novos professores (que deixaram de ser enfermeiros!!) estão em contagem decrescente. Graças a Deus!!
Anonymous says:
July 22, 2009 at 10:14 (UTC 1 )
Uma vergonha o que se passa na enfermagem.Colegas cada vez mais no desemprego, rácio enfermeiro doente cada vez menor, facilidades para fazer formações uma utopia, motivação para se ser enfermeiro cada vez com mais esforço, equiparação a licenciados uma miragem. O MDP tambem não sei se vai resolver alguma coisa, coloco as minhas dúvidas?. O problema é estrutural. A formatação que fazem aos alunos do curso base,nas pós licenciaturas e pós graduações é uma realidade ou aderes ao sistema ou és banido pelo mesmo. Falo por experiência própria. O pensar e agir livremente em enfermagem só no holismo.A formação cada vez mais vem do exterior(à escola) e não da escola deveriam era confrontar-se os diversos saberes pelos profs mas muitos deles não são capazes de conduzir o processo e nem sequer de produzir conhecimento. Custa-me dizer isto porque estou a falar da minha profissão mas é uma realidade. Estes senhores estão com medo de quê? se são bons profissionais os alunos reconhecelo-ão e terão sempre lugar em qualquer lado.
O MDP espero que não crie mais tachos, quem vai tutelar? quem escolhe os “Orientadores”? as instituições, ai os filhos e enteados a aparecerem. As vulgarmente especialidade como se irá fazer a equiparação?….Tenho muitas dúvidas se não estaremos a criar novos jobs for de boys.Deviamos era remar todos num só sentido para bem da classe e dos nossos futuros colegas. Todos nós, hoje, somos responsaveis por eventuais danos que fizermos na nossa profissão as gerações futuras irão cobrar isso.
A enfermagem é uma profissão mui nobre mas de pouco respeito por nós próprios e pela sociedade em geral, fruto da nossa incapacidade de afirmação e de termos pessoas em lugares de “destaque” que ainda vivem no tempo de obedecer cegamento sem questionar o porquê que tanto nos é “ensinado”.
Anonymous says:
July 22, 2009 at 10:14 (UTC 1 )
O jornal da noite da sic acabou de passar uma reportagem sobre petições que foram entregues na assembleia da republica e que vão ser todas discutidas na totalidade amanhã no parlamento. Mas mais uma vez a nossa foi descriminada pois não foi referenciada apesar de ser uma das que apresenta mais signatários. Mais uma os enfermeiros são discriminados. Não podemos fazer queixa a nenhuma entidade?
Anonymous says:
July 22, 2009 at 10:15 (UTC 1 )
È claro que os srs professores das escolas não querem que se lhes acabe a mama de sacar dinheiro aos enfermeiros e para assim verem justificados os 125 profs que por exemplo estão numa esola publica que para justificarem o seu tão elevado nº (compare-se com qualquer outra faculdade do país) tudo fazem para se manter mesmo que para isso tenham que por em causa todo um futuro da classe. Que tenham vergonha e vão trabalhar
Nuno says:
July 22, 2009 at 14:38 (UTC 1 )
cara Oficinas RANHA quando diz :
“Eu estou convencida que os enfermeiros profissionais tb o sentirão, mas não é deles a decisão do nº de vagas por curso. Essa regulação é da responsabilidade do estado.”
está a dizer o cerne da questão sempre foi o estado a regular , mas infelizmente regulou muito mal e quem é enfermeiro sente que a qualidade formativa decresceu e isso não podemos tolerar!
Anonymous says:
July 22, 2009 at 20:47 (UTC 1 )
E a carreira…
Fique por dentro Enfermagem » Blog Archive » Quem fala assim não merece censura ea nossa bastonária da Ordem … says:
August 7, 2009 at 13:01 (UTC 1 )
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