Terceiro caso de mãe vacinada contra gripe A que perdeu o feto…

Posted on November 19th, 2009 in Vida Real by Vera Carvalho
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H1n1 gravida

O pânico está criado na população grávida e se muitos relacionam este alarmismo ao mediatismo da imprensa, outros aproveitam o surgimento destas notícias, para colocarem novamente em causa a Vacina contra a o H1N1. A Confusão está criada !

Ontem dia 18/11/209 deu entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, mais uma grávida de 27 anos perdeu o feto de 20 semanas e que tinha sido vacina contra a gripe A (H1N1) dia 2 de Novembro. É o terceiro caso em poucos dias, mas as autoridades de saúde e os especialistas em obstetrícia não ligam estas mortes intra-uterinas à vacina da gripe A Carlitos Way dvdrip , visto que as mortes fetais são um fenómeno frequente.

Por suas vez no hospital CUF Descobertas, ocorreu também a morte de um feto de 34 semanas, cinco dias depois de a mãe ter sido vacinada contra a gripe A.  Por fim ocorreu outra situação,  de uma outra mulher, vacinada em Portalegre, ter perdido a filha que esperava há também 34 semanas. A Direcção-Geral da Saúde recusa comentar o caso até serem conhecidos os resultados de análises e testes que só podem ser feitos depois do nascimento.

Perante estás noticias transcrevo as palavras de uma grávida :

” Srª Enfermeira com todas estas notícias estar grávida deixou de ser um estado de graça para ser um fonte de preocupações e dúvidas”.

Aguardemos serenamente a conclusão das investigações…

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11 Responses to 'Terceiro caso de mãe vacinada contra gripe A que perdeu o feto…'

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  1. Rita said,

    on November 19th, 2009 at 11:57

    Eu é que não gostava de estar grávida nesta altura .

  2. Anonymous said,

    on November 19th, 2009 at 12:03

    OS media empolam as noticias ao máximo . Mesmo tendo em conta que morrem 300 fetos por ano, em média, convém não esquercer que a vacina dada às grávidas em Espanha é diferente da que tomam todos os outros; não tem um aditivo que acelera os efeitos. Serão loucos os espanhóis por tomarem esta precaução?

  3. pedromachado said,

    on November 19th, 2009 at 12:04

    Se todas as grávidas tiverem tomado a vacina, se há 300 fetos que morrem por ano, não será normal que isto aconteça? Quantas grávidas pelo mundo tomaram a vacina? E quantos fetos morreram entretanto? Será que mais do que o normal? Sejamos conscientes…

  4. DiogoRuao said,

    on November 19th, 2009 at 12:04

    O alarme social gerado pelas notícias de fetos mortos é bastante contraproducente para o indispensável processo de vacinação das mulheres grávidas. Estatisticamente está comprovado que deverá morrer em média um feto por dia. Se tivermos em conta que milhares de grávidas são vacinadas todos os dias… Na minha opinião a Comunicação Social deveria controlar a sede desgarrada por estas notícia.

  5. NEL said,

    on November 20th, 2009 at 00:11

    O clima de alarme e angústia criado em torno da gripe “A” é exagerado, denunciam médicos espanhóis e portugueses. Até ao momento, a evidência mostra índices de mortalidade e morbilidade associados ao vírus H1N1 muito menores do que era esperado inicialmente e as estimativas apontam para 95% dos casos serem leves e sem complicações.

    Em Espanha, o presidente da Organização Médica Colegial, que reúne cerca de 200 mil médicos, fala de “epidemia de medo”, “doença fantasma” e aponta o dedo “às respostas exageradas que não servem a população mas interesses económicos e até políticos”.

    No nosso país, o Prof. Vaz Carneiro diz que estamos perante um case study e um absurdo: “trata-se de uma gripe banal, com uma mortalidade provavelmente inferior à da gripe sazonal. Não tem nenhuma característica especial, para além de atacar gente jovem que, aliás, é aquela que melhor reage à gripe”. Esta posição está, no entanto, longe de ser consensual.

    Rui Lourenço, presidente da ARS Algarve, defende que ainda é cedo para minimizar a ameaça e afirma que as medidas tomadas pelo governo estão correctas: “o facto de ainda não termos tido casos mortais em Portugal não é obra do acaso”, aponta

    A contestação começou em Espanha. O clima de alarme e de angústia que se está a criar em torno da gripe A é exagerado, diz a Organização Médica Colegial (OMC) de Espanha, que representa cerca de 200 mil médicos.

    A OMC admite que os cálculos de que um terço da população mundial será afectada com o H1N1 são verosímeis, mas esclarece que “95% dos casos vão ser leves e serão resolvidos entre três dias e uma semana, como qualquer outra gripe”.

    Esforçando-se por esclarecer a situação que se espera este Inverno, a OMC, que reúne todos os colégios médicos espanhóis, afirma que “a denominada gripe “A” é mais contagiosa do que a gripe sazonal mas é mais benigna e a sua mortalidade é menor”. Por isso, perante casos suspeitos de infecção, “deverão seguir-se idênticas medidas de prevenção e tratamentos que na gripe de todos os anos”. Na maior parte dos casos, os sintomas serão leves e a gripe deverá terminar de forma natural, “sem necessidade de medicamentos e inclusivamente de assistência médica”.

    O comunicado da OMC não é um exercício de voluntarismo. A organização médica baseia-se na experiência da situação ocorrida no Hemisfério Sul, onde o Inverno está a acabar. Até à data, nessa metade do mundo, registaram-se 1.796 mortes, quando qualquer gripe sazonal deixa atrás de si, só em Espanha, um rasto de entre 1.500 e 3.000 mortos. A OMC recorda também o caso dos Estados Unidos onde houve um milhão de infectados e 302 mortes.

    Por tudo isto, o presidente do Conselho Geral da OMC, Juan José Rodríguez Sendím, fala de “epidemia do medo”, “doença fantasma”, e de “respostas exageradas que não servem a população” mas “interesses económicos e até políticos”.

    As crianças não devem ser vacinadas, defendem os pediatras espanhóis

    Os médicos espanhóis insistem que “está claro que a percepção social que se tem desta gripe não corresponde com o seu real impacto”.

    À OMC juntaram-se também associações de pediatras, considerando que “não se deve vacinar prioritariamente as crianças, uma vez que esta gripe “afecta-as até menos do que o vírus da gripe sazonal”.

    As crianças são “um grupo com muita morbilidade mas com uma sintomatologia leve”, diz o presidente da Sociedade Espanhola de Pediatria Extra-hospitalar e Cuidados Primários, José Luís Canela.

    As associações médicas temem que com o pânico que se criou, as pessoas não se conformem em tratar a gripe em casa, na cama, como faz a imensa maioria das pessoas todos os anos, e acorram aos serviços de urgência ao primeiro sintoma, dando origem a situações de ruptura dos próprios serviços.

    A OMC também explica que “qualquer mulher grávida é mais vulnerável perante qualquer problema de saúde, incluindo a gripe sazonal”, pelo que consideram que o medo que estas mulheres sentem relativamente à nova gripe é injustificado.

    Movimento de contestação teve início nos Cuidados de Saúde Primários

    Neste momento, a contestação ao clima de pânico que se instaurou na sociedade espanhola no que se refere à gripe A, começa a generalizar-se. Aos profissionais de saúde, juntam-se escritores e outros opinion makers. Cerca de 40 blogues de profissionais de saúde, entre os mais populares e influentes, promovem uma posição comum de racionalidade face à gripe A, de sentido comum e de tranquilidade.

    O movimento, que ganha cada vez mais força e visibilidade, teve origem nos Cuidados de Saúde Primários. Concretamente, numa carta dirigida à ministra da Saúde espanhola e aos conselheiros de Saúde de todas as comunidades autónomas por Juan Gérvas, médico rural e coordenador da equipa CESCA – grupo científico de investigação e análise da organização e actividade dos Cuidados de Saúde Primários.

    Na carta aberta à ministra da Saúde, o professor honorário do Departamento de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade Autónoma de Madrid, afirma que, perante esta situação de pânico, “todos temos a culpa, desde a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao Ministério da Saúde e Política Social, passando pelos serviços de saúde das comunidade autónomas, colégios de médicos e meios de comunicação. E entre todos há que emendar este desaguisado antes que seja tarde”.

    Dúvidas quanto à eficácia da vacina

    Ao nosso jornal, Juan Gérvas afirmou que a gripe A “é uma preocupação clínica e social, pois refere-se, tanto ao cuidado dos pacientes, como ao impacto na estrutura social, laboral e económica”. E o pânico “terá piores consequências do que a própria epidemia de gripe A”.

    No entanto, “a gripe A é uma doença benigna, com menos mortalidade que a gripe sazonal”, segundo os dados da experiência do Hemisfério Sul. Neste aspecto, o médico sublinha que “não estamos a discutir teoria contra teoria mas teoria contra factos, com o qual posso inferir que a teoria que leva ao pânico é uma manipulação”.

    A diferença, explica, “é responder como a Argentina (pânico e descontrolo absoluto) ou como a Austrália (organização e eficiência)”. E mesmo em países como a Argentina ou o México, cujos sistemas de saúde não se podem comparar aos europeus, “a mortalidade foi mínima. Aproximadamente um terço de uma gripe sazonal”. E a população afectada não ultrapassou os 5%, contrariamente aos cenários que previam até 30%.

    Segundos os cálculos mais seguros, em Espanha “poderemos esperar, no máximo, umas 500 mortes por gripe A, face aos mais de 1.500 anuais provocados pela gripe sazonal. Por isso, haverá menos mortos em todos os grupos etários com a gripe A do que com a gripe sazonal. Para diminuir a mortalidade, haverá que tratar adequadamente os casos que se compliquem. Infelizmente, a vacina prometida chegará muito tarde e não deixa de ser uma vacina cuja eficácia desconhecemos. Até que exista mais conhecimento sobre estas vacinas, muitos de nós nem a tomaremos, nem a receitaremos”.

    Por outro lado, o médico argumenta que “a selecção de pessoas pelos seus “factores de risco” é uma questão discutível “pois os factores de risco nem são necessários, nem são suficientes para explicar as complicações”. Um exemplo assenta no facto de “até 70% das pessoas que morrem com gripe sazonal carecerem de factores de risco definidos”, de acordo com dados publicados no New England Journal sobre a gripe sazonal. O médico afirma mesmo que “tem tanto sentido dar a vacina aos grupos de risco como escolher as pessoas ao à sorte”.

    Quanto à adesão dos próprios profissionais de saúde à vacinação, o médico afirma que “não somos parvos ao ponto de tomar uma vacina porcina experimental”. E recorda, a propósito, na sequência de uma epidemia de gripe porcina, ocorrida nos Estados Unidos em 1976, que contagiou, basicamente, dois quartéis do Exército, o governo norte-americano preparou imediatamente uma vacina, como se está a fazer agora. Todavia, a campanha de imunização parou subitamente. Quando já tinham sido vacinados alguns milhões de pessoas, começaram a surgir efeitos adversos raros e severos, como a Síndroma de Guillain-Barré. “A vacina provocou mais mortes e complicações do que a própria gripe”. Naquela ocasião, tratava-se de uma epidemia, bem localizada. “Agora, estamos perante uma pandemia que se estende a todo o mundo…”.

    Em 500 anos raramente houve uma “segunda onda”

    As previsões sobre a evolução da gripe “deveriam basear-se no que sabemos desta epidemia e de pandemias prévias”, acrescenta Gérvas, cujas previsões apontam no sentido de “uma onda de contágio rápido”. Na sua opinião, “falar de outras possibilidades é ignorância, fantasia, irresponsabilidade ou maldade”, além de que “é absurdo recordar epidemias de gripe – com a de 1918 – de tempos em que não existia, nem uma cobertura pública de saúde, nem antibióticos para tratar as pneumonias que as complicam”.

    A revista JAMA (www.jama.com) acaba de publicar um artigo de revisão sobre as pandemias de gripe ocorridas desde o ano 1510 (Understanding Influenza Backward). São quase 500 anos de gripe e, de acordo com os investigadores David Morens e Jeffery Taudenberger, raramente ocorreu uma “segunda onda” e quando houve, “teve uma incidência e gravidade muito menor do que a primeira”. Logo, “quando a presidente da OMS, Margaret Chan, lança a mensagem de pânico com a possibilidade de ocorrência de uma primeira, segunda e terceira onda, ou é ignorante ou está a mentir”, conclui Juan Gérvas.

    Ignorância e pânico também entre os profissionais de saúde

    Neste pressuposto, o médico propõe “que se deixem de organizar protocolos e de promover medidas de recepção sem sentido aos pacientes de provável gripe A”. Durante a epidemia, os doentes estarão em todo o lado. As medidas de isolamento nos centros sanitários são desnecessárias. Apenas contribuem para criar alarme e pânico”.

    É absurdo, acrescenta o médico, isolar as pessoas, depois de elas se misturarem nas empresas, no autocarro, no metro… Esta medida, “além de não ter nenhum fundamento científico, também não traz nenhum benefício. Apenas cria alarme, preocupação, pânico e dispersão de recursos. Todas essas medidas, ridículas e sem fundamentação científica, não pararam a epidemia da gripe. Logo, haveria que pedir responsabilidades por esse ambiente propiciador do pânico”.

    O médico, que segue atentamente esta questão em todo o mundo e, especialmente, em Espanha e Portugal, diz que a “onda a ignorância se encontra amplamente repartida. Não é de esperar que os médicos e enfermeiras que, em 40% dos casos, não lavam as mãos, saibam como comportar-se face a uma gripe A”.

    O fracasso das autoridades de saúde é que alargaram o pânico e a ignorância também aos profissionais de saúde. Grande parte deles “não receberam a formação adequada e, por isso, têm tanto pânico ou mais que a população”.

    Contra a promoção excessiva de anti-virais e da vacina

    Apesar de a gripe A ser mais benigna do que a sazonal, o médico estima que irá atingir mais doentes num breve período de tempo. Por isso, Gervás diz que “não convém fazer grandes investimentos nem mudanças mas, isso sim, reforçar os dispositivos existentes com lógica e sentido comum. A atenção clínica aos casos complicados é tão importante ou mais do que todas as demais medidas juntas” e os cuidados ao domicílio “deveriam ser da responsabilidade do médico de família, que tem conhecimento e capacidade de decisão relativamente aos seus pacientes e meio familiar”. Importante será prever a sobrecarga de trabalho e de medidas para compensar as horas extra de trabalho. Nem tudo passa por acumular anti-virais e vacinas! Há dúvidas razoáveis sobre as suas vantagens e têm efeitos adversos inegáveis!”. Aliás, o médico critica o impacto que a compra massiva destes medicamentos tem tido ao nível do orçamento da saúde.

    “Deixem mas é os médicos fazerem o seu trabalho!” exclama Gérvas. “Há anos que atendemos os pacientes com gripe e sabemos fazê-lo nas urgências, nas consultas e nos domicílios”. Os “especialistas” pouco podem acrescentar, excepto “colaborar como consultores”.

    Dos pobres, ninguém fala…

    Gervás chama ainda a atenção para o facto de que a gripe A “terá mais impacto nos pobres, nos marginados, toxicodependentes, mal alimentados, sem abrigo ou que vivem em casas sem condições de salubridade. Todos eles têm menos interesse pela sua saúde”, o que “obriga a desenvolver medidas pró-activas, tendentes a evitar a falta de equidade nos cuidados a estes pacientes e populações”.

    O impacto junto dos pobres é um ensinamento que já vem de 1918, por ocasião da tristemente célebre “gripe espanhola”, que atingiu sobretudo, “os mais carenciados”.

    Mas do risco em que se encontram os pobres, os que passam frio e fome, as crianças subalimentadas, “ninguém fala…”.

    Justificação do próprio trabalhador

    No que se refere aos cuidados dos cidadãos, o médico acentua a necessidade de promover o “auto-cuidado”. O mais importante, afirma, é que os pacientes e as famílias enfrentem a gripe A com a mesma serenidade com que enfrentam a gripe sazonal: “Como sempre, face à gripe, os indivíduos e as famílias são capazes de cuidar-se sem necessidade de médicos nem de profissionais de saúde”.

    Por isso mesmo, Gérvas defende que deve ser facilitada a falta ao trabalho. “A gripe dura sete dias e normalmente, os três primeiros dias são os piores. Nada impede que esses três dias sejam justificados pelo próprio trabalhador, sem necessidade de baixa médica”. Esta medida, segundo Gérvas, poderá evitar a visita ao médico em 95% dos casos, que serão leves”.

    Um caso de ficção sem ciência

    O médico finaliza com um apelo à racionalidade, afirmando que “não faz sentido transmitir em vivo e em directo, cada morte por gripe A. Em vez de 500 vão parecer 500 mil. E, com isso, cria-se um alarme social desnecessário. Temos a experiência da meningite C, que degenerou em pânico devido a este comportamento absurdo dos meios de comunicação social.

    Sublinhando, mais uma vez, que “a percepção social do risco de contagiar-se e de morrer com gripe A não tem nada a ver com a realidade”, Gervás, tal como a OMC, acentua a necessidade de “utilizar bem os recursos de saúde”. Os comportamentos derivados de um alarme exagerado “impediriam, não só prestar cuidados adequados a quem realmente precisa, mas também dificultaria a atenção devida ao resto dos pacientes que – devido a outras doenças importantes – são atendidos nos serviços de saúde”.

    A questão da gripe está a ir para além da racionalidade científica, acrescenta o médico, que critica o facto de se estarem a desviar tantos recursos para um problema que considera como “menor”. Ficção sem ciência…é, segundo Gérvas, “o que se está a passar nesta palhaçada organizada em torno da gripe A”.

    Nos Cuidados de Saúde Primários, o clínico recomenda “a mesma atitude que face a uma gripe sazonal. Eventualmente, um pouco mais de vigilância, na medida em que o número de pessoas afectadas vai exigir mais trabalho. Nos casos mais complicados, deveremos equacionar o envio dos doentes ao hospital, como sempre fazemos, ou tratamento com anti-virais”.

    Um case study, diz Vaz Carneiro

    Convidado a pronunciar-se e a comentar a postura dos seus colegas espanhóis, o Prof. Dr. Vaz Carneiro, director do CEMBE (Centro de Estudos de Medicina Baseado na Evidência), da Faculdade de Medicina de Lisboa, aponta que, genericamente, concorda com todas as reflexões acima enunciadas.

    E acrescenta que, na gripe A, surgem duas questões: o problema em si, que é necessário conter e tratar, “e a criação social de um ambiente que não corresponde quer à susceptibilidade, quer à gravidade da doença”.

    Trata-se, na opinião do director do CEMBE, de um case study que nos pode levar a reflectir sobre a importância que a saúde tem para as pessoas, nomeadamente quando é ampliada pelos media.

    Desde a ameaça de pandemia da gripe das aves, que o médico tem vindo a alertar para a disparidade que existe entre a importância clínica da doença e o clamor social que provoca, “mais irracional do que o costume”.

    Estamos perante um absurdo, acrescenta o Prof. Vaz Carneiro. “Trata-se de uma gripe banal, com uma mortalidade provavelmente inferior à da gripe sazonal. Não tem nenhuma característica especial, para além de atacar gente jovem (mas não, por isso, os bebés) que, aliás, é aquela que melhor reage à gripe”.

    Papel da OMS “profundamente errado” sob o ponto de vista científico

    Não haveria, à partida, “nenhuma razão para este alarme”. Então, como se explica a postura da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou, nos Estados Unidos, do CDC (Centers for Disease Control and Prevention)? Uma questão bem complicada, afiança o médico, salvaguardando que o papel da OMS tem sido “profundamente errado sob o ponto de vista científico”.

    Independentemente das recomendações do CDC ou, em Portugal, da Direcção-Geral da Saúde, “à luz da evidência dos ensaios clínicos originais sobre as vacinas, dos anti-virais e do impacto epidemiológico das doenças, não é possível afirmar-se o que se afirma. Esta é a minha opinião clara, inequívoca e transparente”.

    Esta discussão deveria implicar reuniões médicas com números, estatísticas, extrapolações de estudos realizados no passado, análises desapaixonadas…”Ora, existe aqui uma discrepância entre aquilo que, sob o ponto de vista científico, esta doença parece ser e aquilo que as autoridades mundiais, incluindo as americanas e europeias, nos vêm dizer”

    Metidos numa camisa-de-onze-varas

    A corrida dos governos aos anti-virais e à vacina é, essencialmente, uma reacção política. “Começou no momento em alguém decidiu adquirir vacinas para toda a gente. Imediatamente, todos os outros foram atrás…”. O que até é compreensível, admite Vaz Carneiro. “Como poderia, em Portugal, por exemplo, a ministra Ana Jorge dizer que não? Como iria explicá-lo do ponto de vista político?”.

    E agora, “estamos todos metidos numa camisa de onze varas, da qual dificilmente sairemos sem uma enorme despesa e um consumo de recursos absolutamente irracional que vão deixar toda uma série de acções que são, acima de tudo, inúteis”…

    O médico lamenta que em relação a todo este assunto prevaleça “o pensamento enevoado” em vez do “pensamento científico e desapaixonado”, sobretudo por parte dos especialistas e professores universitários “que poderiam ajudar a virar um pouco a maré”.

    Também a ideia da medicina preventiva “tem tido aqui uma arrogância que me parece exagerada, na medida em que só se pode fazer uma intervenção preventiva se houver a certeza absoluta – nomeadamente, numa população sem doença e, portanto, de baixíssimo risco – que a nossa intervenção vai fazer mais bem do que mal”. É preciso um enorme cuidado com o perfil de risco das intervenções, explica o director do CEMBE, recordando o caso, já apontado por Juan Gérvas, dos efeitos secundários da vacina desenvolvida em 1976, nos Estados Unidos. Nomeadamente, a Síndroma de Guillan-Barré, um dos mais severos, que provocou a morte em 30% dos casos. Outros 30% de doentes ficaram ligados a ventiladores e apenas 40% recuperou totalmente.

    “O nosso papel é salvar pessoas. No meio da excitação psicomotora em que andam todos, temos que ajudar o governo a fazer o menos mal possível”, diz o Prof. Vaz Carneiro, acentuando que a posição dos médicos espanhóis, apelando à racionalidade e prudência, “é tecnicamente correcta e sólida, respeita o interesse das populações e é clinicamente ponderada e sensata”. O director do CEMBE defende ainda que “é preciso fazer chegar essa mensagem à população”, contrariando o clima de “irracionalidade quase incompreensível” que se instalou na sociedade portuguesa. Provocado, em grande medida, “pela ignorância” e ampliado pelos media.

    Ainda é cedo para minimizar a ameaça, diz Rui Lourenço

    No nosso país, outras vozes começam a juntar-se à do Prof. Vaz Carneiro. Mas, na globalidade, prevalece a tese de que, embora a morbilidade e mortalidade provocada pelo H1N1 seja menor do que as previsões iniciais, ainda é cedo para minimizar a ameaça. O médico de família Rui Lourenço, presidente da ARS Algarve, refere que, efectivamente, já é possível fazer um ponto da situação da pandemia ou dos surtos epidémicos da gripe A no Hemisfério Sul, quer do ponto de vista da actuação dos serviços de saúde, quer no que se refere ao comportamento do vírus. “O número de pessoas infectadas com o vírus H1N1 foi menor do que estava previsto num cenário mais conservador, em que se apontava para entre 20 a 30% de indivíduos infectados na primeira onda”. No entanto, “a informação trazida da Austrália, Brasil, Argentina, Chile e da própria Nova Zelândia, diz-nos que embora esses países tenham tido menos pessoas infectadas do que se previa inicialmente, a situação mereceu, em todos eles, grandes preocupações relativamente aos doentes infectados de alguns grupos etários e grupos de risco”. Inclusivamente, em Portugal, “há mais pessoas jovens em cuidados intensivos do que é habitual nesta altura do ano, com pneumonias atípicas virais graves”. Aliás, pneumologistas e infecciologistas “referem que nunca tinham visto uma situação destas em toda a sua actividade profissional”. Poderão ser poucos casos “mas isso não invalida a nossa preocupação e a necessidade de não os deixar escapar”.

    O médico assinala ainda que “a gripe A chegou a Portugal mais tarde do que a alguns países da Europa e, portanto, não afectou os mais jovens, nas escolas, ao contrário de Espanha e do Reino Unido, onde os primeiros surtos ocorreram ainda durante o período lectivo. Isso faz com que sejamos suficientemente prudentes para prepararmos os serviços de saúde para uma situação que nos pode vir a afectar”. Por outro lado, “não nos podemos esquecer que o Inverno ainda não chegou e será mais rigoroso no Hemisfério Norte do que no Hemisfério Sul”.

    Se a pandemia não for tão severa como se temia, “melhor”, mas “penso que seria negligente se as pessoas não tivessem tomado atenção a esse problema”. Na opinião de Rui Lourenço, as medidas adoptadas em Portugal para fazer face à pandemia “podem ser afinadas em função dos detalhes que vamos percebendo”. Nesse aspecto, “as orientações técnicas são importantes, embora possam ser simplificadas”.

    A actuação do Ministério da Saúde “visa evitar o pânico” mas “não podemos baixar a guarda”, defende o médico. “Qualquer pessoa de bom senso perceberá que é preciso ser cauteloso”. Aliás, “o facto de ainda não termos tido casos mortais em Portugal não é obra do acaso. Penso que é consequência da estratégia que tem vindo a ser implementada até aqui”.

    Relativamente à vacina, Rui Lourenço assinala: “temos que ter muita prudência na sua aplicação”. Apontando o facto de existirem aqui duas posições em confronto – uma, mais pró-activa e outra, mais conservadora, de esperar para ver – o médico assinala que é natural: “uns querem actuar rapidamente, de boa fé, outros poderão ter outros interesses…”.

    É importante que haja vozes críticas “que coloquem boas questões que, por vezes, são esquecidas de forma hipócrita ou cínica”, acrescenta o médico, sublinhando a necessidade de manter uma postura atenta e cautelosa.

    SAG facilitam o contacto com os serviços

    “É importante não entrarmos em pânico, mas também não podemos pensar que a ameaça já passou”. Ainda é muito cedo para isso, na opinião do médico.

    No que diz respeito à organização dos serviços, Rui Lourenço defende que faz todo o sentido que exista um circuito diferente nos centros de saúde para as pessoas com suspeita de gripe A. Entre outras vantagens, “permite afinar o diagnóstico clínico e os procedimentos”. A infirmação ou confirmação do diagnóstico de gripe A “também se faz treinando” e é preciso não esquecer que os utentes irão procurar os serviços de saúde da sua área de residência.

    “A evidência mostra que grande parte das pessoas que faleceram noutros países e mesmo as que necessitaram de cuidados intensivos, levaram cinco, seis e sete dias para serem diagnosticadas e, nesse momento, já estavam com uma pneumonia atípica bilateral”, o que reforça a sua convicção de que “é necessário que existam circuitos diferentes para as pessoas com suspeita de gripe A em todos os centros de saúde, que facilitem o contacto dos utentes com os serviços”.

    (Extraído do Jornal Médico de Família).

  6. BLACK said,

    on November 20th, 2009 at 02:12

    O que ninguém diz ou que é sonegado para segundo plano:

    Como os colegas sabem a vacina é constituída por vírus mortos, a que são associados adjuvantes (mercúrio, tiomersal e esqualeno) com o objectivo de estimular o sistema imunitário.

    A vacina contra a Gripe “A” usada em Portugal foi rejeitada pelos E.U.A e outros países pelo facto que conterem adjuvantes numa concentração 10xs superior ao que normalmente existe na vacina contra a Gripe sazonal.

    Foi essa concentração elevada de adjuvantes que levou às mortes ocorridas nos EUA em 1976, e os casos de paralisia (Sindrome de Guillain-Barré), pelo que os EUA optaram pela administração da vacina sem adjuvantes.

    Exemplo esse seguido pela nossa vizinha Espanha.

    Segundo o colégio dos médicos imunologistas Espanhóis, tal concentração de adjuvantes poderá nos próximos 10 anos ser responsável pelo surgimento de doenças auto-imunes, devido à estimulação excessiva do sistema imunológico.

    O mais estranho, é que toda a gente parece ter esquecido que Gripe sazonal mata anualmente em Portugal cerca de 2000 pessoas, valores bem superiores aos causados pela Gripe “A”.

    Mas isso não interessa!!!!

    Só não entendo porque é que a grávidas não são vacinadas contra a Gripe sazonal por rotina??

    O problema é que a vacina da Gripe sazonal contém na sua composição adjuvantes, embora em menor concentração que a vacina da Gripe “A” usada em Portugal.

    Logo a vacina sazonal apenas deve ser dada às grávidas a partir do 3º trimestre, APENAS E SÓ APENAS, quando após a realização de uma ponderação cuidada ficar provado que os benefícios serão superiores aos riscos que a mesma implica.

    Mas então o porquê desta vacinação em massa das grávidas com vacinas com altas doses de adjuvantes???

    Há para aqui uma contradição qualquer!!

    Descobriu-se que na Alemanha o pessoal do governo e das forças armadas foram vacinadas com uma vacina contra a Gripe “A” que não continha adjuvantes e que a população estava a ser vacinada com uma vacina que continha adjuvantes!!!

    Para terminar, apenas gostaria de dizer que alguns meios de comunicação escreveram que os laboratórios exigiram que os governos assinassem um contrato, em que os isentava da responsabilidade por qualquer efeito secundário que surgisse na sequência da administração da vacina contra a Gripe “A”.

    Mas isso foi pouco publicitado, porque será?

    diria mesmo abafado.

    Cumprimento!

    Por uma Enfermagem melhor.

    BLACK.

  7. Enf. Faria said,

    on November 20th, 2009 at 02:41

    Vários países europeus, como o Reino Unido, França ou Espanha, optaram por ministrar às mulheres grávidas a vacina da gripe A H1N1 sem adjuvante, enquanto em Portugal não está prevista a compra desta vacina.

    Fonte oficial do Ministério da Saúde disse hoje à agência Lusa que “não está previsto comprar vacinas sem adjuvante”.

    Em França, as mulheres grávidas serão imunizadas exclusivamente com vacinas sem adjuvantes.

    Numa entrevista recente ao Le Figaro, a ministra da saúde francesa, Roselyne Bachelot, disse que “a preferência pelas vacinas sem adjuvante é uma medida de precaução, dado que os estudos em mulheres grávidas não estão concluídos”.

    “É uma opção muito específica em relação à gravidez, que não coloca de todo em causa a legitimidade das vacinas com adjuvantes para outros grupos e que se explica pela complexidade de efectuar estudos nas mulheres grávidas”, explicou ainda a governante.

    No Reino Unido, segundo o ministério da Saúde britânico, as grávidas podem escolher entre a vacina com adjuvante, a Pandemrix, e a Celvapan, que não tem adjuvante. No entanto, o conselho das autoridades de saúde às mulheres grávidas é que tomem Pandemrix porque só é necessária uma dose e assim reduz-se o perigo de infecção da gripe entre duas doses, como acontece com a Celvapan, que tem três semanas de intervalo entre as duas doses.

    Em Espanha, as grávidas também têm opção de escolha. Uma vacina sem adjuvantes foi autorizada, mas chega aos centros de saúde uns dias depois da Pandemrix, pelo que as mulheres que não quiserem esperar podem ser vacinadas com a vacina com adjuvantes.

    Fonte do Ministério da Saúde espanhol explicou à Lusa que a decisão de oferecer a vacina sem adjuvantes não se prende com qualquer preferência de ordem médica, mas deve-se “à larga experiência com o uso da vacina sem adjuvantes para a gripe sazonal”.

    A mesma fonte admitiu que “não há tantos dados sobre como funcionam as vacinas com adjuvantes para os fetos”, mas recordou que a vacina com adjuvantes foi verificada e autorizada pelas autoridades europeias.

    Em Portugal, é administrada – incluindo a grávidas – a vacina Pandemrix no combate à gripe A, aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e escolhida pela Agência Europeia do Medicamento para ser usada na União Europeia.

    Questionado pela Lusa sobre a alternativa entre a vacina com adjuvante ou a vacina sem adjuvante para as grávidas, o professor da Escola Nacional de Saúde Pública Paulo Moreira defendeu que “não há evidência nesse sentido, há vários estudos a decorrer em toda a Europa”.

    A Pandemrix não foi aprovada pelos Estados Unidos devido à presença do adjuvante esqualeno na sua composição, que alegadamente poderia causar danos à saúde.

    A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) já esclareceu que aquele adjuvante tem sido utilizado noutras vacinas sem que tenha sido identificado qualquer risco significativo.

    Segundo este organismo, os adjuvantes (também conhecidos como imunomoduladores ou potenciadores da resposta imunitária) são um componente utilizado em vacinas há décadas para melhorar a resposta imunitária aos antigénios presentes.

    (Extraído do DN Portugal)

  8. Enf. Alberto said,

    on November 20th, 2009 at 11:27

    De acordo com o jornal britânico Daily Mail, uma carta assinada por 600 neurologistas indica «existirem, ao mais alto nível, receios que a vacina possa provocar complicações muito graves».

    Tal como já foi noticiado [fora de Portugal], a produção da vacina contra a Gripe A está a ser acelerada à custa de procedimentos de segurança, enquanto vários governos por todo o mundo garantem imunidade total às companhias farmacêuticas caso existam processos legais devido a mortes e lesões provocadas pela vacina.

    Foi também noticiado, em jornais como o The Washington Post, que alguns lotes da vacina irão conter mercúrio, uma toxina associada ao autismo e a perturbações neurológicas. Outro dos ingredientes será o esqualeno, uma substância perigosa que já foi directamente associada a casos da síndrome da Guerra do Golfo e a uma enorme lista de doenças degenerativas.

    Fonte: ESCUDO.

  9. Enf. António said,

    on November 20th, 2009 at 12:02

    Face à crise económica Mundial, nada melhor que a promoção de uma pandemia de “pânico”, que tem funcionado como motor de desenvolvimento e ou poder

    para os vários “lobbys” desde a politica à industria farmacêutica e outros que tais…..

    Após os Governos de várias nações terem feito stocks de anti-virais (Tamiflu e Relenza), para fazer frente à famosa Gripe Aviária e de os laboratórios terem visto aumentar proporcional os seus lucros face à procura,

    nada melhor que promover uma nova onda de pânico, à custa de uma “nova” Gripe, que artificialmente foi denominada de “A”, que permitiria escoar os stocks e existentes e fazer aumentar os lucros.

    Basta pensar no dinheiro que os Governos gastaram para adquirir vacinas, mais anti-virais, para fazer campanhas de informação, acções de formação, gel anti-séptico para as mãos, máscaras, viseiras, batas, socas e toucas descartáveis, etc.

    E os lucros que as várias “empresas/laboratórios” obtiveram com esta procura desenfreada.

    É claro, tal como aqui já foi dito, que a OMS tem culpa no cartório, certamente que não será alheio a existência de outros interesses….

    Bom pelo menos serviu para salientar a importância dos cuidados de higiene.

    Perguntem nas empresas ou mesmo nas Escolas onde andam os vossos filhos, se antes de todo este “alarido”, existia no W.C coisas tão básicas como papel higiénico, sabão para lavar as mãos, toalhetes de papel?

    Quem é que dava importância ao arejamento dos espaços?

    Quem é que se preocupava em lavar as mãos depois de tossir ou espirrar?

    Quem é que nos hotéis, empresas, aeroportos, hospitais, centros comerciais, etc. desinfectava as maçanetas das portas, os corrimões das escadas, os teclados dos computadores?

    Quais eram os jardins de infância/creches que desinfectavam os brinquedos diariamente?

    Quem é que não enviava os filhos para os jardins de infância/creches, escola apesar de estarem com febre?

    Ninguém! apesar dos nossos colegas dos Cuidados Primários fazerem disso e de outras medidas o seu campo de Batalha, medidas simples mas que são cruciais.

  10. Mais um Enfermeiro revoltado said,

    on November 20th, 2009 at 12:18

    Refere o primeiro paragrafo do Plano Nacional de Vacinação que ” as vacinas permitem salvar mais vidas e prevenir mais casos de doença do que qualquer tratamento médico”. Como profissional de saúde tenho que dar o braço a torcer, porque só com vacinas foi possível eliminar a varíola, por exemplo, e manter mais ou menos controladas outras doenças tão comuns há algumas décadas atrás e colocar Portugal no topo dos países com menor taxa de mortalidade infantil.

    A gripe A preocupa-me. Doença mais ou menos desconhecida, informação oficial muito pouca; fala-se de patologia de pouca gravidade sintomatológica e apenas, de alta transmissibilidade, sendo este o factor causal que tanta preocupação causa a todos nós, no sentido que uma pandemia, em último caso, levaria o pais à paragem…

    Em pouco tempo desenvolve-se uma vacina, que sabe-se eficaz, no sentido de protecção imunológica, embora com poucas ou nenhumas conclusões em termos de efeitos secundários, porque simplesmente, não há evidências científicas dada a vacina não ter sido simplesmente testada…não houve tempo.

    Não sendo perito em química e não pretendendo elaborar tratados de farmacologia, a informação a seguir veiculada, segue a rodos na internet e com a ajuda do site do Infarmed (autoridade portuguesa na área do medicamento), fica a saber-se que existem três vacinas disponíveis para o combate à gripe A: CELVAPAN (cuja bula não está disponível), PANDERMIX, da inglesa Glaxo-Smith-Klein e FOCETRIA da Novartis.

    Foque-se pois o interesse na Pandermix, cuja utilização em Portugal já começou com a vacinação no dia 26/10/2009 e na Focetria, que é do desconhecimento geral porque, de algum modo não interessa falar dela.

    Ambas são muito parecidas em termos de componentes; a grande diferença entre ambas, reside no facto de a Pandermix ter um componente, que segundo literatura especializada serve apenas como conservante, de nome TIOMERSAL.

    ” Tiomersal é uma substância normalmente utilizada como conservante em certos medicamentos.[1]
    Foi o princípio activo do Merthiolate fabricado pela Lilly. Actualmente, o anti-séptico de uso tópico é produzido pelo laboratório DM e usa a clorexidina como princípio activo.
    Há uma tendência a bani-lo de medicamentos e vacinas, devido a sua alta toxicidade. O seu uso em vacinas gerou muita controvérsia nos EUA, recentemente. Algumas pesquisas sugeriram que o mercúrio, componente principal do Tiomersal, causa autismo em crianças. Inequivocamente, nada foi comprovado, mas as autoridades de saúde usaram o princípio precaucionista.”

    Voila!…a principal razão pela qual as autoridades sanitárias norte-americanas e helvéticas proibiram Pandermix é a presença de Tiomersal, a sua relação com mercúrio e o facto de ser tóxico…

    É ponto assente na comunidade cientifica que o Tiomersal não é flor que se cheire, embora alguns estudiosos refiram que o tiomersal apesar do tóxico, não estabelece efeitos secundários se utilizado em quantidades ínfimas e devidamente controladas; contudo, os anti-teomersalistas pensam que, como referido, o tiomersal pode estar na causa do autismo em crianças resultado da acumulação de mercúrio após inoculados com várias e diferentes vacinas…dá que pensar.

    Mas, dizemos nós burros velhos: nós já somos adultos; pois, há quem associe o tiomersal ao drama terrível sofrido pelos veteranos da Tempestade do Deserto – início da década de 90, Iraque – que por força das múltiplas vacinas que foram obrigados a tomar – em especial, contra o antrax e outros agentes infecciosos – actualmente sofrem de demência, de depressão e de outras doenças relacionadas com o funcionamento do sistema nervoso.

    O caso não será para tal porque afinal, não vamos ser vacinados com quantidades industriais de vacinas, mas quando se procura na internet (e como diz o povão, onde há fumo há fogo) e de deparam com noticias que na Alemanha os governantes e outros “habitués” do poleiro serão vacinados não com Pandermix, mas com Focetria que não contem tiomersal, proibido na Suiça e nos Estados Unidos, países com uma ciência ao nível da Republica democrática do Congo e do Laos, não é? Espero que se perceba a ironia…

    Fala-se na internet que a Focetria foi encomendada em quantidades avassaladoras para os Estados Unidos pelo que não vai ser disponibilizada em tempo útil para qualquer outro país, sobrando apenas umas centenas de doses extras para os ditos imprescindíveis dos imprescindíveis…lol.

    Perante a lei somos todos cidadãos, estamos todos sob a mesma bandeira cujo brasão faz capa de uma Constituição que é igual para todos, não se percebem certas coisas.

    Com este texto, não quero estar a criar rumores…tudo o que escrevo foi retirado de pesquisas na internet em muitos blogues; com a ajuda do site do infarmed que providencia a composição das vacinas anti gripe A e mostra que Pandermix tem tiomersal e com ajuda da wikipedia que refere que o tiomersal não é um tipo de confiança…

    Fonte: Morpheus


  11. on June 28th, 2010 at 17:27

    Eu tambem perdi meu bebe as 21 semanas,mas ele ja estaria morto desde 19 semanas época que tomei a vacina como ainda nao tinha me consultado fiquei com meu bebe morto a mais 2 semanas ,espero o laudo que afirmara a causa da morte do feto.
    Mas tenho que admitir que pode ser a vacina já que minha primeira gravidez correu normal.

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