Deixo-vos para leitura a última crónica na revista Focus do Enfermeiro Germano Couto. Aborda um assunto interessante (embora de forma indirecta) quando refere que os sistemas de informação estão desajustados às necessidades do SNS e que por causa disso há muitos utentes sem médico de família que não deveriam estar.
Para ler o artigo na íntegra cliquem aqui
Acrescentamos apenas a pergunta - para quando um sistema de registo único e nacional? Não faz sentido termos em Portugal e na Saúde, ilhas de informação onde coexistem ALERT, SAPE, SAM, etc…
É que no final de conta não há informação partilhada, mas sim dividida e sem qualquer utilidade…
Boa leitura a todos e divulguem…
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13 comments
maria says:
February 27, 2011 at 14:27 (UTC 1 )
Parabéns Enfº Germano, pela denuncia da multiplicação dos……………..necessidades, pois é disso que se trata – garantir muitas horas extraordinárias e contratos milionários. E este problema não acontece apenas nas cidades, nas zonas mais rurais, a população está a deslocar-se, para o estrangeiro e para a periferia das grandes cidades, onde ainda se vai encontrando algum emprego. Neste momento no meu CS há medicos a serem pagos por 12 horas de trabalho quando cumprem………………4 ou 5 e depois dizem, como não tenho doentes vou lavar o carro e….não voltam.
Anonymous says:
February 28, 2011 at 02:49 (UTC 1 )
Resolva os problemas que assolam a enfermagem e os enfermeiros,sobretudo os do norte e não fique só pela escrita. Trabalho e acção é o que se espera de si sr. enfº Germano, foi por isso que concorreu e ganhos as instalações da ordem dos enfermeiros da zona Norte.
Deixe as palavras e passe aos actos.
De paroles e teoricos, esta Portugal cheio.
Mauro_G says:
February 28, 2011 at 08:11 (UTC 1 )
Penso que quando o RSE for uma realidade, metade dos problemas que se nos colocam no dia a dia, tanto aos profissionais de saúde, como aos decisores políticos aos vários níveis, serão uma longa e má recordação.
Poderemos saber quando um utente recorreu a um serviço de saúde, que cuidados lhe foram prestados, quantos utentes e como é que estes utilizam os serviços de saúde.
Esta questão das ilhas de informação terá desaparecido espero.
Quanto ao facto de existirem vários sistemas de informação, tal é até desejável pela concorrência saudável das várias empresas na sua actualização e desenvolvimento mas mais do que existirem vários é algumas normas serem uniformes e que estes vários programas possam comunicar entre si. É fundamental sim que haja interoperabilidade!
Passem lá no Saúde em Portugal que já falei umas vezes disso.
Abraço
eazb says:
March 1, 2011 at 12:08 (UTC 1 )
É triste quando um enfermeiro “putativo” candidato à OE se preocupa mais com o trabalho dos médicos do que com o dos enfermeiros. Espera-se mais…muito mais!
Mauro_G says:
March 1, 2011 at 19:24 (UTC 1 )
Não querendo defender ninguém mas de facto o colega EAZB não tem razão.
Ele está a assumir uma posição de defesa de maior eficiência dos recursos de saúde, neste caso dos médicos.
Sabe que implicações isso tem para os enfermeiros por exemplo?
Nuno Inacio says:
March 2, 2011 at 01:51 (UTC 1 )
É salutar este artigo, pois descreve um DENOMINADOR COMUM nos problemas actuais nos CSP/ACES.
Concordo que é condição prioritária e importante, apurar os DENOMINADORES EXACTOS, para poder planear, executar, monitorizar e avaliar Estuturas RH e não RH/ Processos e Resultados em Saúde através de ERP.
E muitas vezes não sabemos onde estão ou deveriam estar – partição de servidor ou critério geodemográfico- percentagens significativas de cidadãos alvo dos cuidados.
Será que ACSS e o RSE alinharão com soluções efectivas? Como fazer uma gestão da mudança sustentável e inhouse? Estarão todos os stakeholders conscientes e envolvidos na discussão/aplicação dos seus papéis/ responsabilidades?
eazb says:
March 2, 2011 at 09:47 (UTC 1 )
Mauro,
eu perçebo o que o colega Germano afirma, tal como qualquer licenciado em Enfermagem percebe…o que digo é que tem que se preocupar com o SAPE e não com o SAM, tem de se preocupar com o enfermeiro de família e não com o médico de família, tem de se preocupar com os enfermeiros no desemprego e não com o ordenado do médico, etc
Percebeu a ideia?
Mauro_G says:
March 3, 2011 at 14:33 (UTC 1 )
Particularmente na área dos CSP é muito pertinente esta questão.
Pense sempre nisto em termos da metáfora da manta curta: se tapa a cabeça não consegue tapar os pés e vice versa. Interrogue-se em porque é que a fatia do bolo que lhe calha, que me calha, que nos calha a todos é pequena?
Mauro_G says:
March 3, 2011 at 14:35 (UTC 1 )
E ao que me parece devemos preocupar-nos não só com o SAPE mas também com o SAM… Se pretendemos perceber melhor a saúde, temos de vê-la no global e não nos limitarmos À nossa quintinha.
eazb says:
March 5, 2011 at 21:28 (UTC 1 )
Não vejo a Enfermagem como quintinha, mas quem me representa, quem o representa, quem nos representa, tem que ter o/a enfermeira como prioridade no discurso e nos actos. Hoje na AG ficou bem visível o interesse dos enfermeiros….estavam lá cerca de 100, SOMOS 62 500!
Fernando says:
March 6, 2011 at 12:57 (UTC 1 )
Pobre enfermagem…
Como pode este Enf. Germano, presidente da SR Norte da OE, vir a público com moralismos institucionais e de boa conduta organizacional quando através de um comunicado público, largamente divulgado na comunicação social, enxovalhou os enfermeiros que trabalhavam nos SAPs, só para agradar ao poder do actual governo de Sócrates, Pizarro, Ana Jorge e companhia?
Como pode este responsável da OE estar tão preocupado com os enfermeiros se foi ele, mesmo, sem nunca ter estado no local, atacou a dignidade profissional dos colegas que trabalhavam num SAP num momento em que a população em grandes manifestações honravam esses enfermeiros pela competência e esforço de muitas décadas?
Como pode esse Enf Germano estar preocupado em encontrar respostas para a enfermagem se ele protagonizou a subserviência mais deplorável da OE ao maior inimigo dos enfermeiros que é o médico Sec Estado Pizarro?
Por favor Enf. Germano não se aproveite de lugares nas nossas estruturas corporativas para espezinhar os enfermeiros de forma a agradar o Poder!
Se quer fazer opinião debruce-se em primeiro lugar sobre a opinião publicada que o senhor ajudou a criar contra os enfermeiros, nomeadamente pela jornalista Ivete Carneiro, Sousa Tavares. Etc. mas também pelo Ministério da Saúde e não se importe do seu prejuízo pessoal quando for necessário defender os enfermeiros e a Enfermagem. È que foi para isso que eu votei e pedi aos colegas que votasse em si! Como eu fui negligente…
Os lugares políticos são muito efémeros, tramar a confiança dos nossos pares para lhes agradar além de terrivelmente indigno é uma demonstração de enorme estupidez.
eazb says:
March 7, 2011 at 09:29 (UTC 1 )
“Os lugares políticos são muito efémeros, tramar a confiança dos nossos pares para lhes agradar além de terrivelmente indigno é uma demonstração de enorme estupidez”
Fernando,
Não diria melhor!
Mauro_G says:
March 9, 2011 at 02:52 (UTC 1 )
Quem não for pecador que atire a primeira pedra?
Talvez não neste caso pois no caso dos SAP’s, a OE (não conheço a opinião do enfº Germano Couto em Particular) até foi a mais adequada. Os colegas enfermeiros e os médicos do SAP não seriam a melhor opção para atender casos de emergência nem esse é o intuito dos SAP’s certo? Ou nem isso somos capazes de reconhecer?
Honestidade e respeito pela dignidade precisa-se