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Dec
31

Enf.º Germano Couto na Revista de Imprensa da SIC Notícias – 27 de Dezembro

O Enf.º Germano Couto, eleito Bastonário no sufrágio de 12 de Dezembro, foi convidado da Revista de Imprensa da Sic Notícias de amanhã, 27 de Dezembro. O contributo foi transmitido pelas 10H30, inserido no programa «Edição da Manhã». Em análise estavam as notícias do dia e a Saúde em Portugal

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Vera Carvalho

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19 comments

  1. Anonymous says:

    Estou a estranhar o silêncio do Enf. Belmiro e do Mauro sobre a prestação do digníssimo bastonário. Acho que não foi uma participação brilhante. Tenho até um palpite: se fosse a Maria Augusta, o Jacinto o outro a cometer as mesmas calinadas que o Germano, alguns blogues não hesitariam em colocar uma fotografia dessas pessoas com orelhas grandes…

    Em vez de uma senhora de cabelos brancos, temos um homem bem vestido e com ar lavadinho. Chamo a atenção contudo, para o seguinte: se no passado uns criticavam a voz de tabaco da bastonária, a pronúncia do norte do actual bastonário, pode não jogar muito a favor dele.

    Mas vamos ao conteúdo:

    00:40 “Desemprego; 20% dos enfermeiros estão no desemprego”;
    Pergunto: As escolas privadas onde deu aulas que contributo deram para isso?

    02:04 “Nós exportamos enfermeiros”;
    Como? Mas este bastonário pensa que está a falar de batatas ou garrafas de vinho? As declarações do Passos Coelho sobre emigração foram muito mais suaves que estas, e houve um coro de reacções. Ora, para um bastonário lançar uma farpa deste calibre, das duas uma: ou terá um mandato marcado pelo fracasso, ou então, por ser representante dos enfermeiros (classe profissional de quem pouco se fala), pode dizer as maiores baboseiras, que ninguém se vai importar!

    02:55 “Faltam 15 mil enfermeiros em Portugal; é um paradoxo”;
    Pergunto: Em que ficamos afinal? Durante a campanha, muitos dos seus apoiantes disseram exactamente o contrário?!

    03:20 “Os enfermeiros não são vistos como investimento; são vistos como uma despesa”;
    Caríssimo, o uso de clichés, às vezes dá asneira. Os enfermeiros, tal como todos os profissionais de saúde, são peças de um modelo de assistência em saúde às populações. Dê as voltas que der, isso terá sempre um custo associado. A grande questão é, olhar para a população e perceber que ganhos em saúde foram conseguidos. Ora, os últimos anos, mostram-nos que os profissionais de saúde (todos!) têm estado mais preocupados com as suas carreiras do que com melhores cuidados de saúde às populações.

    04:10 Volta a brindar-nos com uma chalaça “Estamos a exportar enfermeiros a custo zero”…

    04:30 A Marta Atalaya tentou pregar-lhe uma rasteira: “aconselhava os enfermeiros a emigrar?”. Resposta do Germano “é complicado”.
    Caramba, então já tinha dito duas vezes que nós “exportamos” enfermeiros!? Este homem tem cá uma lata.

    06:30 “Dr.ª Isabel Vaz”. “Com as PPP há uma mudança de paradigma em matéria de recursos humanos”.
    Primeiro: Não é Dr.ª; é Eng.ª!
    Segundo: Durante a campanha, os seus apoiantes disseram que de acordo com a lista A, o modelo das PPP era um modelo falido. Pelos vistos, temos um bastonário que foi eleito há 20 dias, e já mudou de ideias…

    07:22 “Escolhem os melhores (nas PPP)”.
    Esta afirmação é duplamente falsa: por um lado, porque muitos enfermeiros que vão trabalhar para o hospital de Loures vão por CUNHA; por outro lado, é patético pensar que na zona de Lisboa, todos os médicos e enfermeiros que são “bons”, vão (todos) trabalhar para o hospital de Loures. Francamente!

    07:50 “Faz sentido rentabilizar recursos humanos (a propósito do encerramento da urgência do Curry Cabral)”.
    Eu também concordo com a rentabilização de recursos humanos. Mas explique-me: como é que então há falta de 15 mil enfermeiros?!

    08:50 Sobre taxas moderadoras, a primeira parte do discurso faz sentido. Quanto às “falsas urgências”, estou totalmente em desacordo. O que o Enf. Germano diz é: a pessoa vai a uma urgência, mas se o profissional entender que não se trata de uma urgência, então essa pessoa deverá pagar um valor superior ao normal. Portanto, o cidadão que foi a uma urgência, na maioria dos casos, por não ter outro sítio onde recorrer, “leva por tabela”. Que raio de pedagogia é esta e que raio de respeito é este pela dignidade da pessoa doente?!

    Está explicada a abstenção de 80% nas últimas eleições!!!!!

  2. André says:

    Ainda agora foi eleito e já anda a apregoar que há falta de enfermeiros, a começamos mal

  3. Doutor Enfermeiro says:

    Gostaria de tecer, de forma sumária, alguns comentários à primeira intervenção: em primeiro lugar, poderia compreender a importância de uma boa imagem de um(a) Bastonário(a), mas certamente custa-me a compreender a relação do seu sotaque com qualquer tipo de qualidade pessoal/profissional/intelectual/humana, mas para quem não detém argumentos é perversamente suficiente, no máximo poder entender com um remoque.
    Posto isto, conteúdo:
    “00:40 “Desemprego; 20% dos enfermeiros estão no desemprego”;
    Pergunto: As escolas privadas onde deu aulas que contributo deram para isso?”
    Este argumento encerra várias falácias de lógica, mas mesmo empiricamente se pode responder – a abertura de tais instituições não são da responsabilidade do actual Bastonário, como é conhecido. A colaboração não reconhece qualquer dolo. Mas note bem que a intenção do Bastonário é encerrar estabelecimentos de ensino, colocando o superior interesse comum (da classe) acima de qualquer outro.
    Em analogia, poderia afirmar que o colega, por circular nas estradas portuguesas, apresenta uma quota-parte na sinistralidade rodoviária do nosso país. Depreende o erro?
    “02:04 “Nós exportamos enfermeiros”;
    Como? Mas este bastonário pensa que está a falar de batatas ou garrafas de vinho? As declarações do Passos Coelho sobre emigração foram muito mais suaves que estas, e houve um coro de reacções. Ora, para um bastonário lançar uma farpa deste calibre, das duas uma: ou terá um mandato marcado pelo fracasso, ou então, por ser representante dos enfermeiros (classe profissional de quem pouco se fala), pode dizer as maiores baboseiras, que ninguém se vai importar!”
    Mais uma vez o comentador apresenta de forma intencional o mesmo desacerto lógico, com a finalidade de provar a sua perspectiva errónea. Não percebo a admiração: não estamos a formar para a exportação? Aliás, este facto (excesso de formação) é criticado prontamente.
    “02:55 “Faltam 15 mil enfermeiros em Portugal; é um paradoxo”;
    Pergunto: Em que ficamos afinal? Durante a campanha, muitos dos seus apoiantes disseram exactamente o contrário?!”

    A declaração é relativa ao sistema, não no país. Em sinonímia, a afirmação concerne aos “activos” em exercício. Disponíveis para o efeito já existem q.b.p..
    “03:20 “Os enfermeiros não são vistos como investimento; são vistos como uma despesa”;
    Caríssimo, o uso de clichés, às vezes dá asneira. Os enfermeiros, tal como todos os profissionais de saúde, são peças de um modelo de assistência em saúde às populações. Dê as voltas que der, isso terá sempre um custo associado. A grande questão é, olhar para a população e perceber que ganhos em saúde foram conseguidos. Ora, os últimos anos, mostram-nos que os profissionais de saúde (todos!) têm estado mais preocupados com as suas carreiras do que com melhores cuidados de saúde às populações.”
    Aqui o anónimo tenta explorar algo sem substrato ou passível para efeito. O Bastonário refere-se ao investimento para sustentabilidade/ganhos em saúde. Os Enfermeiros não são considerados nesse domínio. No entanto, o comentador desvirtua o raciocínio e termina a intervenção a plantar no campo da “preocupação com as carreiras”.

    “04:10 Volta a brindar-nos com uma chalaça “Estamos a exportar enfermeiros a custo zero”…”
    É uma chalaça que custa 45 a 50 mil euros (custo da formação-base) ao Estado (a nós!) por cada Enfermeiro que emigra. É mais do que custo zero, é um ofertório.

    “04:30 A Marta Atalaya tentou pregar-lhe uma rasteira: “aconselhava os enfermeiros a emigrar?”. Resposta do Germano “é complicado”.
    Caramba, então já tinha dito duas vezes que nós “exportamos” enfermeiros!? Este homem tem cá uma lata.”

    Voltamos ao único raciocínio que o comentador conhece e sabe usar. A exportação é imputada ao Enf. Germano?! Ele pretende precisamente o inverso!

    “06:30 “Dr.ª Isabel Vaz”. “Com as PPP há uma mudança de paradigma em matéria de recursos humanos”.
    Primeiro: Não é Dr.ª; é Eng.ª!
    Segundo: Durante a campanha, os seus apoiantes disseram que de acordo com a lista A, o modelo das PPP era um modelo falido. Pelos vistos, temos um bastonário que foi eleito há 20 dias, e já mudou de ideias…”

    Qualquer vale. Não é Drª, é Engª. É licenciada. “Dr.” é um título generalista, serve a todos. O comentador confunde coisas: o modelo PPP é falido no sentido de despesa para o Estado, mas é o paradigma que irá viger nos próximos anos… A empresarialização/privatização do Sector (para minha tristeza pessoal) e adequação da estratégia postural dos recursos humanos. Mas vivemos no mundo que vivemos, não no que gostaríamos de viver. A tendência é esta e vamos ter de aprender a gerir a nossa convivência com ela. Mas é pertinente dizer que os interesses do Enfermeiros e Cidadãos serão devidamente acautelados.

    “07:22 “Escolhem os melhores (nas PPP)”.
    Esta afirmação é duplamente falsa: por um lado, porque muitos enfermeiros que vão trabalhar para o hospital de Loures vão por CUNHA; por outro lado, é patético pensar que na zona de Lisboa, todos os médicos e enfermeiros que são “bons”, vão (todos) trabalhar para o hospital de Loures. Francamente”
    O SEP anda a dormir.

    “07:50 “Faz sentido rentabilizar recursos humanos (a propósito do encerramento da urgência do Curry Cabral)”.
    Eu também concordo com a rentabilização de recursos humanos. Mas explique-me: como é que então há falta de 15 mil enfermeiros?!”

    Estamos na era da rentabilização, só os comunistas é que não se apercebem disto. Por isso é que faltam 10 a 15 mil e não 35 a 40 mil Enfermeiros!

    “08:50 Sobre taxas moderadoras, a primeira parte do discurso faz sentido. Quanto às “falsas urgências”, estou totalmente em desacordo. O que o Enf. Germano diz é: a pessoa vai a uma urgência, mas se o profissional entender que não se trata de uma urgência, então essa pessoa deverá pagar um valor superior ao normal. Portanto, o cidadão que foi a uma urgência, na maioria dos casos, por não ter outro sítio onde recorrer, “leva por tabela”. Que raio de pedagogia é esta e que raio de respeito é este pela dignidade da pessoa doente?!”

    Reveja novamente a posição do Bastonário. Veja lá se ele não afirma que ”deveria”, mas a alternativa não está devidamente acautelada. Mas não se pode negar que é necessária uma mudança de mentalidades – “entupir” a urgência com dores nos dedos dos pés há 8 dias? Imagine que o comentador (ou familiar) está ser vítima de um enfarte agudo do miocárdio e a urgência está “entupida” com dores dos dedos dos pés…

  4. Anonymous says:

    Será que o Doutor Enfermeiro vai defender agora e até o final do Mandato o Enfermeiro Germano. Olhe que o caminho é longo.

    Quanto ao que escreveu revela que afinal todos os candidatos tem telhados de vidro e não apenas a Enfª Ana Rita Cavaco como quis transparecer

  5. Anonymous says:

    Agradeço aos bloguer´s do Cogitare o facto de publicarem esta notícia. Apelo no entanto para que se dê mais tempo à discussão. Se um pos´t só está “na primeira página” durante um dia, obviamente que a discussão que se faz em torno desse assunto não é suficiente. Temo que esta intervenção pública do bastonário tenha passado despercebida a muitos enfermeiros.

    Quanto ao Dr. Enf.: estranho que no seu bloque não tenha feito referência a esta notícia, mas se tenha apressado a responder ao meu comentário num outro bloque (ainda por cima, logo no dia 1 de Janeiro!).

    Começa logo por contradizer-se. Então não foi o Enf. Belmiro que teceu duras críticas à voz de tabaco da Maria Augusta? Em relação ao Germano, referi que em termos de imagem há um salto qualitativo (fato e gravata), mas em termos de pronúncia, isso poderá afastar alguns receptores da mensagem. Calculo que o Dr. Enfermeiro não faça parte desse grupo. Estava a pensar nos 80% de enfermeiros que não votaram, nos governantes e no cidadão comum. Mas o futuro mostrará se tenho ou não razão.

    Escolas privadas. Por muito que lhe custe, o Germano vai ter de carregar a cruz de ter dado aulas não em uma, mas em várias escolas privadas. Como disse, isso não é crime. Mas os enfermeiros farão o seu julgamento desses actos. O ponto é este: o desemprego na classe já surgiu pelo menos há 6 anos. Durante esse tempo, houve quem alertasse as entidades competentes (o Dr. Enfermeiro fê-lo no seu blogue). Houve enfermeiros que se recusaram pactuar com as ditas “escolas cogumelo”. O Enf. Germano, preferiu engordar o seu curriculum, dando aulas em várias escolas, contribuindo assim para o desemprego. Aliás, sendo um enfermeiro especialista em saúde materna e chefe de carreira, fico ainda mais intrigado quanto a esse percurso profissional zigue-zagueado.
    O exemplo que refere das estradas portuguesas é patético. Não é por circular nas estradas que eu contribuo para a sinistralidade. Mas se o fizer, sem ter a mínima preocupação com os outros (excesso de velocidade, excesso de álcool…), aí a sua afirmação já faz todo o sentido.

    Exportação. Dr. Enfermeiro, durante a campanha achei estranhíssimo como é que alguém como você pode dar cobertura a muitas das promessas do Germano. Este exemplo, segue essa linha. O uso da palavra exportação, neste contexto é CRIMINOSO! Quando muito, eu aceitaria que me dissesse que este bastonário aconselha o intercâmbio profissional na zona euro (e não só) ou o recurso à emigração até que se atinja um equilíbrio entre formação e mercado de trabalho em Portugal.
    E repare que o Germano não critica a “exportação” prontamente. Pelo contrário: no decorrer do discurso, repete a ideia. E pelo que acaba de dizer, você também vê com bons olhos a ideia da emigração? E concorda que se lhe chame “exportação”? Fica registado.
    Esta calinada só passou despercebida porque ninguém dá ouvidos à nossa classe. O Passos Coelho quase foi crucificado por ter dito muito menos!

    A sua justificação em relação aos 15 mil enfermeiros em falta provocou-me gargalhadas.

    Enfermeiros: despesa ou investimento?
    As duas coisas! Como lhe disse, o uso de clichês, sem que sejam devidamente explicados, dá asneira. Os enfermeiros, como todos os profissionais de saúde, são peças fundamentais no sistema de assistência em saúde. E como não poderia deixar de ser, isso tem custos associados. Mas depois há o retorno. Ou seja: todos os profissionais de saúde são despesa e investimento em simultâneo.
    Se a Economia portuguesa crescer 2% ao ano, haverá dinheiro para aumentar os enfermeiros, os médicos e os professores, e até para diminuir impostos. O discurso que nós ouvimos por parte dos profissionais de saúde, é muitas vezes de preocupação pelas suas condições de trabalho e não pela qualidade de atendimento dos cidadãos. Não percebo porque é que ninguém se insurge que os médicos façam 24 horas seguidas (alguém consegue render nessas circunstâncias?) ou que os enfermeiros achem normal dormir várias horas no turno da noite?!

    Quanto à chalaça do custo zero, o que escreve, acaba por me dar razão.

    Marta Atalaya. Repare que eu nunca disse que a exportação/emigração é culpa do Germano. Como sabe, os pivot´s dos canais noticiosos adoram “sound bites”. Curiosamente, o Germano hesitou na resposta (foi prudente). Só que como atrás já tinha falado em “exportação”, já não havia dúvidas quanto ao seu ponto de vista.

    Isabel Vaz. A farpa sobre o facto de ser Dr.ª ou Eng.ª é o menos importante. Aliás, a sua resposta é do mais previsível que há. Quanto às PPP, aconselho-o a rever os apontamentos sobre o tema. As PPP são ruinosas para o Estado, mas curiosamente as da saúde, não são as que mais se encaixam nessa análise. Diz que este é o modelo que vai vigorar nos próximos anos. Vamos ver. Estou a aguardar pelas eleições na França e na Alemanha. Registo que a este respeito, fala em “privatização do sector”. E como sabe, os interesses dos enfermeiros não foram acautelados na PPP de Braga nem na de Loures: o processo de recrutamento não foi transparente!

    Diz que o SEP anda a dormir. É possível. E que acha dos outros sindicatos? E não acha que em matéria de recrutamento de enfermeiros, estamos perante um tema transversal tanto aos sindicatos como à Ordem?

    Era da rentabilização. Não fale assim dos comunistas. Olhe que grande parte da EDP acaba de ser adquirida pelos “chinos comunas” :)
    É interessantíssimo o vosso posicionamento: afinal não são 30 mil; são só 10 mil… Ó Enf. Belmiro, o discurso para 2012, a ter em conta a austeridade que aí vem, devia ser sobre a segurança dos postos de trabalho que hoje estão em risco. Deixem-se de ideias faraónicas de admitir 10 mil enfermeiros. O Gaspar e o Macedo já disseram que isso não vai acontecer!

    Quanto a taxas moderadoras, eu é que o aconselho a rever a posição do bastonário. Mantenho o meu ponto de vista.
    Quanto às dores dos dedos dos pés, como sabe, não é isso que entope os serviços de urgência. Mesmo que isso fosse verdade, seria perfeitamente compreensível se ao cidadão não fosse dado qualquer tipo de alternativa. Quanto ao enfarte do miocárido, deixe-se de demagogias: se você entrar num serviço de urgência e disser que tem uma forte dor no peito, numa questão de segundos, terá um grupo de profissionais altamente diferenciados para o assistir. Até lhe digo mais, essa ideia de que os serviços de urgência só devem dar resposta aos casos tipo “ER” ou “Anatomia de Grey” tem os dias contados.

  6. Doutor Enfermeiro says:

    Permita-me, então, que formule algumas questões para que o Sr. Comentador(a) me possa responder objectivamente:

    1 – O Enf. Germano foi responsável pela abertura de quantas escolas? Quais? De quantas vagas?

    2 – O que recomenda o Sr. Comentador aos Enfermeiros sem colocação (sem possibilidade de exercer, neste momento, cá em Portugal?)

    3 – Os serviços de saúde estão (CSP/DIF/CCP) correctamente dotados?

    4 – Os Enfermeiros são uma despesa ou investimento?

    5 – O que devia ter feito a Ordem no caso das admissões Loures e Braga (repare que o Enf. Germano ainda não tomou posse)?

    5 – As PPP da Saúde são ou não ruinosas para o Estado em termos financeiros?

    6 – Qual a sua sugestão para resolver a utilização indevida dos SU’s?

    Obrigado.

  7. Isento says:

    Parace-me que o DE tem toda a razão e é bastante realista. O nosso colega está a ser do contra, com muita inveja e raiva à mistura! Ó anónimo, você mistura tudo na bimby, isso não resulta :) ))

  8. Mauro Germano says:

    O Institute of Medicine, uma organização sem fins lucrativos e de carácter independente, do outro lado do Atlântico, com o objectivo de aconselhar imparcialmente os vários decisores da área da Saúde, publica regularmente vários relatórios de interesse inegável(podem consultar melhor esta missão AQUI) porém, mais do que a missão o que tem publicado é que é digno de registo,podendo o leitor consultar a lista completa de publicações AQUI sendo um dos relatórios mais citados o “To err is Human: Building a Safer Health System”.

    No entanto, como o título do post indica, quero deixar aqui a lista das publicações mais lidas do ano. Não deixem de consultar e já agora, como curiosidade, reparem qual é o relatório mais lido ;)

    Aqui fica então…

    http://saudeeportugal.blogspot.com/2012/01/top-dos-artigos-mais-lidos-em-2011-do.html

  9. Anonymous says:

    O Doutor Enfermeiro tem uma argumentação muito pobre. É o que dá, defender o Germano a todo o custo. Não se iluda, o homem deu muitos passos que nem sempre beneficiaram a classe.

  10. Anonymous says:

    Enfermeiro xxx,
    Acho-o um nadinha nervoso. Tenha calma. Se ler com atenção o que eu escrevi, encontra a resposta a cada questão. Até separei os temas por parágrafos.

    Ainda assim, eu não me importo de lhe avivar a memória:

    Não é o Germano o responsável pela abertura de inúmeras vagas de Enfermagem. Estou de acordo. Mas não nos podemos esquecer, que houve enfermeiros em Portugal que nos últimos anos se recusaram a colaborar com as escolas, particularmente com as privadas. O Germano não. Optou por lá dar aulas, ainda por cima tendo o seu emprego garantido (chefe de carreira). Como candidato a bastonário, andou a “assobiar para o lado” como se não tivesse contribuído para o fenómeno “escolas de vão de escada”. E responda à minha pergunta: quais são as escolas que na vossa opinião não reúnem os critérios de qualidade?

    Quanto à segunda pergunta, obviamente que se um jovem não consegue emprego no seu país, deve procurar outras soluções. Mas repare que o bastonário não falou em emigração. Usou a palavra exportação?! Não disse uma palavra sobre os critérios transparentes e justos de entrada de enfermeiros nas instituições de saúde. Não disse uma palavra, por exemplo, para os jovens que ponderam inscrever-se em Enfermagem (alertar para o desemprego) e nada disse, também, sobre o duplo emprego (que rouba postos de trabalho para os mais novos).

    Os serviços podem não estar correctamente lotados, mas não julgue que uma mudança a esse nível absorveria milhares de enfermeiros. Desde logo, repare: a eficiência diz-nos que podemos fazer muito mais com os mesmos recursos, ou eventualmente com menos. Que eu saiba, ainda que os enfermeiros se queixem que nos serviços há poucas pessoas, o trabalho vai-se fazendo. E também desconheço que a Ordem (ou a Secção Regional do Norte) tenha colocado um alerta vermelho à entrada dos serviços, onde acha que existem dotações de enfermeiros desadequadas. A questão dos 15 mil é patética. O ano que agora se inicia vai ser duríssimo. Portugal já tem 2 milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza, e eis que o Germano se sai com uma brilhante ideia de contratar 15 mil enfermeiros!!!!!

    Enfermeiros são despesa ou investimento? Leia de novo o que eu escrevi, por favor.

    PPP de Braga e Loures. Já esperava uma abordagem nessa linha de raciocínio. Repare: na de Braga, o Germano, presidia a secção regional do Norte e nada fez ou disse; na de Loures (grupo BES), tem um elemento na vossa lista, que faz parte desse grupo económico; e até podemos falar na de Cascais: não foi o Adalberto que esteve no jantar/comício da vossa lista?!
    O que deveria ter feito a Ordem? Simples: transparência e justiça; igualdade de critérios na admissão; ou não é a Ordem que defende a qualidade dos cuidados e a meritocracia?

    As PPP são como o crédito à habitação: no final você vai pagar uma brutalidade em juros. O tribunal de contas já disse que as PPP das estradas são assustadoras em termos de encargos para o Estado. As da saúde nem tanto.
    O que eu chamei a atenção foi o seguinte: na campanha, o Germano disse que o modelo PPP estava falido. Na revista de imprensa (na Sic), talvez por não querer guerras com a “Dr.ª Eng.ª” Vaz ( :) ?), nada disse sobre isso. Não acha estranho?!

    Utilização indevida dos SU. Porque não me pergunta sobre médicos e enfermeiros que furam o sistema, para serem mais prontamente atendidos no SNS? Quantos familiares e amigos de profissionais de saúde, passam todos os dias à frente do cidadão comum?
    O problema de excesso de afluência às urgências é essencialmente por falta de resposta a outros níveis. Vocês defendem a admissão de enfermeiros em barda para os cuidados de saúde primários, mas não dizem uma palavra sobre a migração de médicos e enfermeiros (experientes) para o sector privado, quando é o SNS que investe na sua formação. Muitos serviços de saúde públicos estão “depenados” de profissionais de saúde por causa disso. A anterior direcção da OE nada diz sobre isso, e vocês vão seguir-lhe o exemplo!

  11. Doutor Enfermeiro says:

    Caro colega,
    subitamente deu-me razão…
    Vamos lá:

    A minha questão 1:

    “O Enf. Germano foi responsável pela abertura de quantas escolas? Quais? De quantas vagas?”

    A sua resposta:

    “Não é o Germano o responsável pela abertura de inúmeras vagas de Enfermagem. Estou de acordo.”

    … ou seja, concordou comigo!!

    A minha questão 2:

    “O que recomenda o Sr. Comentador aos Enfermeiros sem colocação (sem possibilidade de exercer, neste momento, cá em Portugal?)”

    A sua resposta:

    “Quanto à segunda pergunta, obviamente que se um jovem não consegue emprego no seu país, deve procurar outras soluções”

    … ou seja, concordou comigo!!

    A minha questão 3:

    “Os serviços de saúde estão (CSP/DIF/CCP) correctamente dotados?”

    A sua resposta:

    “Os serviços podem não estar correctamente lotados”

    … ou seja, concordou comigo!!

    A sua reposta 4 é um cliché. Qual é o investimento que não tem uma despesa inicial? A questão refere-se, obviamente, ao balanço: oferece um ganho superior ao dinheiro que se investe na sua contratação? Aguardo resposta clara e objectiva!

    A minha questão 5:

    “O que devia ter feito a Ordem no caso das admissões Loures e Braga (repare que o Enf. Germano ainda não tomou posse)?”

    A sua reposta:

    “O que deveria ter feito a Ordem? Simples: transparência e justiça; igualdade de critérios na admissão; ou não é a Ordem que defende a qualidade dos cuidados e a meritocracia?”

    O Escala Braga utilizou os recursos humanos do H. S. Marcos. A admissões reportam-se a Loures. Por outro lado, o problema tem duas faces. Uma situação é zelar pelas políticas de contratação da Administração Pública, outra é a admissão no sector privado (imune a concursos públicos ou critérios de admissão inerentes à carreira de Enfermagem da Administração Pública). A futura Ordem (Germano Couto) pretende enquadrar a questão das dotações numa base legal. Resolve, no mínimo a questão do livre arbítrio da empregabilidade no sector privado.

    … continuando a sua resposta:

    “As PPP são como o crédito à habitação: no final você vai pagar uma brutalidade em juros. ”

    … ou seja, concordou comigo!

    A minha questão 6:

    “Qual a sua sugestão para resolver a utilização indevida dos SU’s?”

    A sua reposta:

    “O problema de excesso de afluência às urgências é essencialmente por falta de resposta a outros níveis. Vocês defendem a admissão de enfermeiros em barda para os cuidados de saúde primários, ”

    … ou seja, concorda comigo!!

    Afinal, concorda comigo em tudo! Parece-me que ainda não se conformou com o resultado das eleições, mas isso é outro problema…

  12. Anonymous says:

    acho que o dr está “louco” pelo germano, o homem tem defeitos, veja isso pelo menos, vais ser lindo ver a defender este sr durante o mandato… 80% abstenção isso diz tudo, nem deveria tomar posse….

  13. Lifepassenger says:

    As eleições e a Democracia merecem-me todo o Respeito. Ganhou o Enfermeiro Germano e o trabalho que se segue deve ser de todos. Precisam-se de emails de alerta, precisam-se Enfermeiros atentos e informados e precisamos todos de alento e esperança para que haja melhor saúde.

    As abstenção de 80 % revela o desinteresse que a classe têm pela Ordem. Já há algum tempo escrevemos que deveria haver o voto electrónico. Senão para que é que temos a área Reservada no site da Ordem ?

    Com este tipo de voto teríamos menos gastos e provavelmente mais participação.

    Os Enfermeiros precisam de ser ouvidos, pergunto : “Quem envio as suas sugestões à Reforma Hospitalar” ? Quem , Quantos Enfermeiros ? Nós enviamos e vocês ? Desculpem-me e a Ordem dos Enfermeiros, enviou? E os Sindicatos enviaram ?

  14. João says:

    Mas a questão do desemprego é assim tão complicada? Se não há admissões, é óbvio que tem de haver desemprego. A não ser que vocês trabalhem no paraíso, por exemplo no meu serviço somos 7 enfermeiros quando deveríamos ser 15. Se multiplicarmos isto por cenenas de serviços por todo o país é fácil perceber uma parte da questão do desemprego. Sem complicar!!

    1. libelinha says:

      eureka colega! Dou razão á sua indignação. Tantas gotas á custa deste tema …

  15. Anonymous says:

    Peço desculpa aos administradores deste blogue, mas talvez não fosse má ideia “por ordem” neste debate. O Doutor Enfermeiro só lê o que lhe convém…

  16. Anonymous says:

    Dei-lhe razão, Dr. Enf.?
    Você é um brincalhão :)
    O que acaba de fazer, parece um número do cirque du soleil.
    Os meus argumentos falam por mim; a sua estratégia revela o seu carácter!
    Na minha terra diz-se: se queres conhecer alguém, dá-lhe poder. Aí está para quem tinha dúvidas.
    Está bonito na fotografia http://www.chvng.pt/assets/html/info_CA.html

    Quanto à (in)conformidade com os resultados das eleições, veja só a ironia: você não fez outra coisa nos últimos 4 anos, que não fosse atacar a Maria Augusta. Eu, apenas discordo do discurso das ideias do Germano.
    Já não há pachorra para essa sua visão norte coreana do regime: “ai querido líder” ;)

  17. Anonymous says:

    Enf. Be(censurado),

    a sua primeira intervençao nest post foi corajosa;
    a segunda foi de “ir ao ataque”;
    a terceira foi um desastre…

    Esperava mais!

  18. Anonymous says:

    volto a referir a abstenção demonstra que nem ordem deveria existir, seria dar um apasso atras? claro que sim!!! mas por vezes temos de dar um atras para dar 2 a frente…

    o sr germano e o seu fiel defensor, enf belmiro, deveriam dar o “poder” a quem direito, isto é, a todos os enfermeiros!!!

    A ordem proporciona a participação de todos os membros? (para o Lifepassenger)

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